
Caldas da Rainha, Leiria, 17 mar 2026 (Lusa) — O Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, inaugura na quinta-feira a exposição “Juntamos muita gente ao barulho”, uma mostra coletiva que se afirma como um espaço de construção e partilha.
A exposição surge de uma “provocação” lançada pelo Plano Nacional das Artes no contexto da Bienal Cultura Educação “E em vez do medo?”, com proposta curatorial de Marta Bernardes.
“Afirmando o ‘barulho’ como gesto de coragem, criação e vitalidade coletiva, e partindo das inspirações e reflexões da Bienal”, a mostra afirma-se como “uma exposição que se configurará como processo em construção partilhada”, pode ler-se numa nota à imprensa.
Trata-se de uma “exposição ação” que abre portas na quinta-feira e se vai estender no tempo e no espaço, integrando oficinas artísticas, rodas de diálogo, visitas e publicações.
O objetivo será “integrar uma multiplicidade de vozes, de gestos coletivos e de experiências que convocam públicos diversos em práticas coletivas”, refere a mesma nota.
A exposição organiza-se em diferentes núcleos complementares, envolvendo artistas, estudantes, professores, escolas e instituições de cariz social e os próprios visitantes.
Para a diretora do museu, Nicole Costa, “ao responder à pergunta ‘E em vez do medo?’ com um gesto coletivo, o Museu José Malhoa afirma-se como um espaço de liberdade, de empatia e de construção partilhada”, transformado “num lugar vivo, onde o barulho da participação se sobrepõe ao silêncio do medo”.
A iniciativa estrutura-se em duas partes, sendo a primeira a exposição que a partir de quinta-feira reúne obras de artistas e trabalhos desenvolvidos em contexto escolar, em diálogo com a questão central da Bienal.
A segunda parte, “Coragem que emerge da escuridão”, arranca a 21 de abril apresentando os resultados de oficinas (que decorrem entre 07 e 12 do mesmo mês) e processos de criação artística desenvolvidos com públicos intergeracionais.
Os artistas participantes são Cenas de Teatro (Inês Fouto e Ana Proença), Editións N´Importe Quoi, Estela Costa, Mantraste, Paula Gibert Roset e Soraia Gomes Teixeira, a que se juntam os trabalhos desenvolvidos por alunos da Escola Secundária Raul Proença e da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.
A exposição conta com curadoria e execução que amplia a própria equipa do museu, envolvendo a participação de Sofia Pinho e Tânia Martins.
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