MUSEU DE MARINHA RECEBEU NO 1.º TRIMESTRE DESTE ANO MAIS 9.000 VISITANTES QUE EM 2017

LusaLisboa, 31 mar (Lusa) — O Museu de Marinha, instalado na ala oeste do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, recebeu, nos primeiros três meses deste ano, 35.734 visitantes, mais 9.000 entradas que no período homólogo do ano passado, foi hoje anunciado.

“Nos primeiros três meses de 2018, o Museu de Marinha foi visitado por 35.734 pessoas, o que significa um crescimento de mais de 9 mil visitantes em relação ao mesmo período no ano passado, que registou 26.342 visitantes de janeiro a março de 2017”, segundo um comunicado da Armada que tutela o museu.

Das coleções do museu fazem parte cartas marítimas, fardamentos, embarcações, como a galeota real, ou o hidroavião que fez a primeira travessia aérea do oceano Atlântico Sul, entre outras peças, como parte do recheio do iate real Amélia.

O Museu de Marinha foi criado em 1863 por iniciativa de rei D. Luís, que antes de subir ao trono, por morte do irmão, D. Pedro V, tinha seguido a carreira das armas, como oficial de Marinha.

Inicialmente, o museu funcionou junto da Escola Naval, na Sala do Risco, em Lisboa, onde, em 1916, um incêndio consumiu parte do seu espólio. Em 1936, a Escola Naval passou a funcionar no Alfeite, em Almada, e o museu separou-se definitivamente da instituição, mas manteve-se na Sala do Risco.

Em 1949, com a doação da coleção de Henrique Maufroy de Seixas, o Museu de Marinha instalou-se nas Laranjeiras, em Lisboa, no Palácio dos Condes de Farrobo. Em agosto de 1962, o renovado Museu de Marinha abriu portas na ala oeste do Mosteiro dos Jerónimos.

A Armada salienta que o museu “procura mostrar a Marinha no seu sentido lato, isto é, nas várias vertentes: militar, comércio, pesca e lazer”, e das suas coleções fazem parte peças do período do Império Romano, mas “o discurso museológico começa essencialmente no período áureo dos Descobrimentos Portugueses” (séculos XV e XVI), até ao século XX.

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