
Praia, 18 nov 2025 (Lusa) – A Associação Nacional dos MunicÃpios de Cabo Verde (ANMCV) anunciou hoje um projeto de cartografia de risco para identificar zonas vulneráveis e prevenir estragos provocados pelas chuvas intensas, como já aconteceu duas vezes este ano.
“A associação está ciente destes desafios e vamos avançar com um programa nacional que permitirá a todos os municÃpios cabo-verdianos dispor da sua cartografia de risco e integrar a variável climática no planeamento”, afirmou o presidente da ANMCV, Fábio Vieira, citado pela Rádio de Cabo Verde (RCV).
O responsável disse que já contactou todos os autarcas dos quatro municÃpios afetados pelas fortes chuvas de quinta-feira, na ilha de Santiago, que causaram um morto, e garantiu a disponibilidade da associação para fazer as diligências necessárias junto do Governo, da Presidência da República e dos parceiros de desenvolvimento, com vista à mobilização de recursos para responder aos prejuÃzos.
Na quinta-feira, chuvas torrenciais atingiram a ilha de Santiago, provocando vários danos, mantendo a circulação rodoviária condicionada e ainda arrastando uma viatura com três pessoas.
Duas sobreviveram e uma pessoa foi encontrada dois dias depois na praia de Biscainho, Tarrafal, já sem vida.
Na sexta-feira, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, anunciou que o Governo vai declarar estado de calamidade para mobilizar fundos de emergência e apoiar a população que perdeu produção agrÃcola, animais, rendimentos e atividades comerciais.
Em agosto, uma tempestade atingiu a ilha de São Vicente, provocando nove mortos e destruição generalizada.
Nas ilhas de Santo Antão e São Nicolau, a mesma tempestade causou inundações, derrocadas e danos em infraestruturas.
O Governo declarou situação de calamidade por seis meses em São Vicente, no concelho do Porto Novo (Santo Antão) e nos dois concelhos de São Nicolau, tendo sido aprovado um plano de resposta suportado pelo Fundo Nacional de Emergência e pelo Fundo Soberano de Emergência.
RS // JMC
Lusa/Fim



