
Matosinhos, Porto, 30 abr 2025 (Lusa) — A presidente da Associação Nacional de MunicÃpios Portugueses (ANMP) considerou hoje que houve falta de orientação, informação e estratégia por parte do Governo durante o apagão de segunda-feira e que foram, uma vez mais, os municÃpios a dar respostas.
“Houve uma falta de orientação e de informação. Foi um pouco cada serviço de Proteção Civil por si e, mais uma vez, nos momentos crÃticos foram os autarcas que deram as respostas à s suas comunidades”, afirmou LuÃsa Salgueiro (PS) à Lusa, depois de questionada sobre a gestão do apagão por parte do Governo de LuÃs Montenegro.
A autarca, que também preside à Câmara Municipal de Matosinhos, no distrito do Porto, referiu que foram as comissões municipais de Proteção Civil a coordenar a situação e a fornecer combustÃvel, água e comunicações.
E acrescentou: “Ficamos cada um a tratar da resposta à sua comunidade. Foi o que se sentiu mais uma vez”.
Apesar de entender que houve dificuldades de comunicação “inesperadas e difÃceis de gerir”, a socialista considerou que faltou uma estratégia global, tendo a atuação de cada municÃpio sido “por impulso de cada um”.
“O que nós sentimos é que, nos momentos crÃticos, precisamos de estar mais orientados e com uma estratégia global, o que não aconteceu. Não houve nenhuma comunicação do ponto de vista polÃtico”, apontou.
LuÃsa Salgueiro ressalvou que os presidentes de câmaras são “as autoridades máximas locais de Proteção Civil”, fazendo por isso sentido que houvesse uma qualquer orientação e partilha por parte do Governo.
“O senhor primeiro-ministro é o responsável máximo da Proteção Civil no paÃs e nós [autarcas] somos os responsáveis máximos da Proteção Civil a nÃvel local e nunca houve nenhuma articulação entre nós, algo que devia ter acontecido”, insistiu.
Um corte generalizado no abastecimento elétrico afetou na segunda-feira, durante cerca de 10 a 11 horas, Portugal e Espanha, continuando sem ter explicação por parte das autoridades.
Aeroportos fechados, congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes cidades e falta de combustÃveis foram algumas das consequências do apagão.
O operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes garantiu na manhã de terça-feira que o serviço estava totalmente reposto e normalizado.
Na noite de segunda-feira, o primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, admitiu que o mais difÃcil de gerir no apagão foi o abastecimento de energia aos hospitais, mas assegurou que não se registou “nenhuma situação limite”.
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