
9, 10 e 11 de julho foram as datas escolhidas para cimeira da NATO, em Washington nos Estados Unidos da América (EUA). O encontro realiza-se anualmente, reunindo os lÃderes dos 32 Estados-membros. Este ano, é assinalado o aniversário de 75 anos da aliança militar.
O primeiro-ministro do Canadá chegou ao paÃs um dia antes, esta segunda-feira, dia 8 de julho. A viagem da ministra dos Negócios Estrangeiros foi marcada para um dia depois. Antes da cimeira, ainda na segunda-feira, Mélanie Joly esteve em Inglaterra, onde se reuniu com o seu novo homólogo britânico – o recém-nomeado secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, da Commonwealth e do Desenvolvimento David Lammy.
Na agenda da cimeira da NATO foram incluÃdos vários tópicos, nomeadamente invasão da Ucrânia pela Rússia e a manutenção do apoio militar a este paÃs. Recorde-se que os EUA prometeram responder as necessidades da Ucrânia e do presidente Volodymyr Zelensky, também presente na reunião.
A situação na Faixa de Gaza também foi incluÃda na programação, mas com menos destaque. A situação no Médio Oriente não é vista como uma ameaça de segurança para o bloco.
De recordar que o Tratado do Atlântico Norte foi inicialmente assinado por 12 paÃses a 4 de abril de 1949. O objetivo era manter uma aliança militar para assegurar uma defesa coletiva dos paÃses ocidentais face ao bloco de leste, liderado pela União Soviética e defendido pelo Pacto de Varsóvia.
Agora, 75 anos depois, a Guerra Fria já passou. Mas, com a invasão da Ucrânia, a atenção volta a centrar-se nas fronteiras entre entre a Rússia e os seus vizinhos europeus.
Este aniversário fica também marcado por muitas incertezas, sobretudo face às eleições nos EUA. O candidato Donald Trump tem-se mostrado indiferente à aliança militar.
A cimeira também fica na história por ser a primeira em que Mark Rutte é o anfitrião. O antigo primeiro-ministro neerlandês foi eleito secretário-geral em junho, depois de ter conseguido convencer as resistências do Governo da Roménia.



