
Vancouver, Canadá, 05 jun 2019 (Lusa) – Uma organização não-governamental (ONG) especializada em polÃticas de igualdade de género defendeu na terça-feira que nenhum paÃs alcançou um nÃvel satisfatório nesse domÃnio, deixando o mundo muito atrasado nos objetivos da ONU para 2030.
Em 2015, os Estados membros da ONU adotaram, por unanimidade, 17 “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” a serem garantidos até 2030 em múltiplas áreas, incluindo a igualdade de género.
De acordo com a Equal Measures 2030, uma ONG que publica anualmente um relatório de monitorização independente, esses Estados não tiveram um bom começo.
“Dos 129 paÃses estudados, nenhum paÃs alcançou plenamente a promessa de igualdade de género (…) Nenhum paÃs alcança uma pontuação geral de ‘excelente’ de 90 [pontos] ou mais, mas a Dinamarca (a 89.3 ), no topo do Ãndice, está próximo “, detalhou a ONG.
“Nós simplesmente não podemos manter as promessas de igualdade feitas a biliões de meninas e mulheres”, disse a diretora da Equal Measures 2030, Alison Holder.
“Ainda mais preocupante para mim é o facto de que 1,4 bilião de mulheres e meninas vivem em paÃses que obtiveram uma pontuação ‘muito fraca’ nesse Ãndice”, acrescentou, questionada pela agência de notÃcias France-Presse durante uma conferência sobre desigualdade de género em Vancouver, Canadá.
Os paÃses ricos da Europa, casos da Finlândia, Suécia, Noruega ou Holanda estão mais próximos dos objetivos de desenvolvimento. Estados instáveis e pobres, como o Chade, a República Democrática do Congo, o Congo, o Iémen ou o NÃger, estão muito distantes.
Há, no entanto, “boas notÃcias mesmo em paÃses atrasados”, disse Holder. Por exemplo, em proporção, o parlamento do Senegal tem mais mulheres do que o a Dinamarca.
Os resultados da pesquisa mostram uma falta de vontade polÃtica, de acordo com Anne-Birgitte Albrectsen, presidente da Plan International, uma organização que contribuiu para o estudo.
Albrectsen afirmou esperar que organizações e ativistas recolham os dados para projetar “campanhas polÃticas inteligentes para fazer as coisas acontecerem”.
JMC // JMC
Lusa/Fim



