
Luanda, 18 mar (Lusa) – Um grupo de mulheres angolanas, ao qual se juntaram alguns homens, marcharam hoje, em Luanda, de cartazes em punho e a gritar palavras de ordem contra a criminalização do aborto, “um retrocesso sem precedentes” das conquistas já alcançadas.
“Voto ao aborto legal e seguro”, “Sou livre, eu decido”, “Não ao aborto clandestino”, “Criminalizar mata”, “Nem caixão nem prisão” podia-se ler em cartazes exibidos pelo grupo de mais de cem pessoas que aderiram à marcha, para pedir a despenalização do aborto, estabelecida na proposta do novo Código Penal angolano.
Em marcha lenta e protegido por um grande número de polícias, o grupo percorreu durante cerca de três horas um percurso de quase quatro quilómetros, entre o cemitério de Santa Ana e o Largo das Heroínas.
