
Lisboa, 18 out (Lusa) – A assinatura de um acordo na área da comunicação social entre os governos guineense e português ficou em suspenso depois das substituições no executivo de António Costa, disse, em entrevista à Lusa, o ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau.
O acordo, segundo o ministro Victor Gomes Pereira, consagrava um “intercâmbio que se podia fazer à volta da formação dos nossos jornalistas” e “alguns aspetos técnicos que referem, nomeadamente, os centros emissores” da RTP.
No entender de Victor Gomes Pereira, há necessidade de atualizar o acordo em vigor entre os dois paÃses, com 21 anos.
“O Estado guineense tem um acordo com a autoridades portuguesas a nÃvel do audiovisual. Dada a caducidade do mesmo acordo, que data de 1997, de há um ano a esta parte que estamos a negociar com o Ministério da Cultura, RTP e RDP no sentido de incluir ou excluir alguns pontos” disse o ministro, em Lisboa, admitindo que nos moldes atuais “já não fazem muito sentido”.
A assinatura do protocolo estava prevista para dia 16 de outubro, mas a substituição de LuÃs Filipe Castro Mendes, como ministro da Cultura, suspendeu a concretização do acordo.
“Infelizmente, dado aquilo que é o conhecimento que tive posteriormente, já em solo português, de que teria havido um acerto no Governo, e essa mesma pessoa já não é ministro da Cultura”.
Victor Gomes Pereira lamentou a situação e disse que irá agora dialogar com a nova responsável pela pasta da Cultura portuguesa, Graça Fonseca.
O ministro, que também é porta-voz do segundo maior partido do paÃs, o Partido para a Renovação Social (PRS), reforçou a ideia de iniciar a transmissão dos canais públicos guineenses em Portugal.
“GostarÃamos de ter acesso aos meios tecnológicos que permitissem aos nossos emigrantes terem acesso à s nossas emissões, tanto rádios como televisões públicas”, afirmou.
Victor Gomes Pereira espera uma nova ronda negocial, agora sob a tutela da nova ministra da Cultura, Graça Fonseca.
“Teremos de acertar uma nova data. E espero que desta vez seja em Bissau”, concluiu o ministro.
Entre julho e o inÃcio de novembro de 2017, as transmissões da RTP e da RDP estiveram suspensas na Guiné-Bissau, com Victor Gomes Pereira a justificar, na altura, a decisão com o caducar do acordo em vigor desde 1997.
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