
Luanda, 10 dez 2025 (Lusa) — O MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, assinalou hoje o 69.º aniversário com a inauguração de uma nova sede em Luanda, numa cerimónia que simboliza também a renovação, segundo a vice-presidente Mara Quiosa.
Antes do corte da fita, pelas mãos do presidente do partido e Presidente da República, João Lourenço, militantes e dirigentes concentraram-se esta manhã em frente ao edifÃcio, numa celebração efusiva marcada pelas cores amarelo e vermelho, também as da bandeira de Angola, espelhadas nos balões e bandeirinhas que decoravam as ruas adjacentes.
Para Mara Quiosa, vice-presidente do MPLA, este é um dia “de profundo simbolismo” para a história do partido, que “marca não apenas a abertura a um espaço renovado, moderno e funcional, mas simboliza sobretudo a vitalidade, a resistência e a (…) capacidade de renovação”.
“Que este espaço seja um centro de inspiração, trabalho e tomada de decisões estratégicas que continuarão a determinar o destino do nosso partido e do nosso paÃs”, exortou, antes da inauguração da infraestrutura, construÃda de raiz, que substitui a antiga sede, instalada num edifÃcio de época colonial.
A nova sede, com nove andares, situa-se no coração da Ingombota, numa área central da capital angolana. Foi projetada pela empresa Dar e construÃda pelo Pan-China Construction Group, tendo criado 1.188 postos de trabalho, dos quais 900 ocupados por angolanos. A obra foi concluÃda em 11 meses.
Entre as melhorias mais relevantes contam-se um parque de estacionamento exclusivo para funcionários, um auditório de dois nÃveis para eventos e conferências e uma galeria histórica dedicada ao percurso do partido.
Em declarações à Lusa, à margem da inauguração, Boavida Neto afirmou que o MPLA é “uma força polÃtica que trabalha para melhorar as condições da (…) população” e que pretende manter-se no poder para materializar esses objetivos.
“Obviamente que o caminho tem altos e baixos, mas é um caminho, o caminho faz-se caminhando (…) é o caminho que o MPLA tem que fazer para atingir a felicidade do nosso povo”, frisou o militante e membro do Comité Central.
Biavida Neto admitiu que existem problemas sociais a resolver: “As populações têm razões de reclamar por aquilo que é legÃtimo e nós temos que dar (…)”, ressaltou, acrescentando que “o mais importante é não perder o foco” e resolver os problemas.
Questionado sobre a coesão interna do partido, o deputado afirmou que “é um problema da consciência de cada um”, reconhecendo que existem diferenças.
Quanto à s eleições gerais de 2027, considerou que os processos eleitorais são “um barómetro, um processo dinâmico”.
“Hoje o MPLA está em cima, a UNITA está em baixo”, afirmou, sublinhando que “o povo é que é soberano e sabe o que quer”, manifestando confiança de que os angolanos vão “continuar a escolher bem”.
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