
Lisboa, 09 set 2022 (Lusa) — A transmissão do vÃrus SARS-CoV-2 apresenta uma incidência estável em Portugal, mas a mortalidade especÃfica por covid-19 regista uma “possÃvel tendência crescente”, alerta o relatório sobre a evolução da pandemia hoje divulgado.
“A epidemia de covid-19 manteve uma incidência elevada, apresentando uma estabilização. O número de internamentos por covid-19 apresenta uma tendência decrescente, enquanto a mortalidade especÃfica apresenta uma possÃvel tendência crescente”, refere o documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Ricardo Jorge (INSA).
Na segunda-feira, a mortalidade especÃfica por covid-19 estava nos 8,9 óbitos a 14 dias por um milhão de habitantes, quando no mesmo dia da semana anterior era de 8,1, um valor que, apesar do ligeiro crescimento, está abaixo do limiar de 20 mortes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC).
De acordo com a DGS e o INSA, a mortalidade por todas as causas na última semana encontra-se dentro dos valores esperados para esta época do ano.
O relatório indica ainda que continua a registar-se uma tendência decrescente da ocupação hospitalar por covid-19, com 431 internados na segunda-feira, que representavam menos 8% do que os hospitalizados na semana anterior.
Já quanto aos cuidados intensivos, o documento avança que os 33 doentes internados nessas unidades correspondiam a 12,9% do limiar definido como crÃtico de 255 camas ocupadas e também com tendência decrescente neste indicador.
Perante estes indicadores, a DGS e o INSA recomendam que seja mantida a vigilância da situação epidemiológica da covid-19, a manutenção das medidas de proteção individual, a vacinação de reforço e a comunicação frequente destas medidas à população.
Entre 03 de março de 2020, quando foram confirmados os primeiros casos em Portugal, e 05 de setembro, Portugal registou 5.432.695 infeções por SARS-CoV-2, 359.692 das quais são suspeitas de reinfeção, que representam 6,6% do total de casos.
A maior percentagem de reinfeções reportada entre 91 e 180 dias ocorreu no perÃodo de predominância da BA.5 da variante Ómicron, que atualmente é a linhagem dominante em Portugal, refere o relatório da autoridade de saúde.
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