
Porto, 24 ago 2024 (Lusa) — O presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos afirmou hoje que a Fajã das Galinhas não oferece condições de segurança para as pessoas poderem regressar à s suas casas estando, agora, a tratar dos realojamentos.
“Somos do entendimento de que a escarpa e o acesso viário para a Fajã das Galinhas, por um tempo que não conseguimos determinar, não oferece as condições de segurança para que as pessoas possam regressar à s suas habitações”, disse à Lusa Leonel Silva.
O autarca revelou que esta decisão já foi comunicada aos habitantes, retirados daquele local enquanto o incêndio estava ativo.
Os moradores vão, agora, ser realojadas provisoriamente em equipamentos municipais, públicos e regionais enquanto a construção de habitações definitivas, noutra localidade, não estiver concluÃda, explicou.
Leonel Silva salientou que a autarquia vai iniciar brevemente a construção de 30 moradias num investimento de 7,5 milhões de euros na zona do Castelejo, próxima da Fajã das Galinhas, localidade que não oferece riscos.
Este projeto não é novo, tendo sido desenhado no ano passado aquando da estratégia local de habitação onde a Fajã das Galinhas já tinha sido sinalizada como sendo de elevado risco, sublinhou.
Dizendo que o incêndio veio acelerar o processo, o autarca revelou que a generalidade das pessoas já não quer regressar à Fajã das Galinhas.
Leonel Silva frisou que o único acesso viário à fajã vai ser apenas reaberto para que as autoridades possam retirar os animais que lá estão, continuando proibido às populações porque não estão garantidas as condições de segurança.
O Governo da Madeira pretende realojar os moradores da Fajã das Galinhas numa “zona mais confortável”, indicou hoje o presidente do executivo, considerando que o sÃtio permanece isolado na sequência do incêndio.
“A situação da Fajã das Galinhas é uma situação de grande perigosidade, já não é de agora, e penso que estamos em condições para encontrar uma solução definitiva para essas famÃlias”, disse Miguel Albuquerque numa conferência de imprensa onde fez o ponto de situação do incêndio.
Em 17 de agosto, 120 pessoas foram retiradas do sÃtio, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, nas zonas altas do concelho, devido à s chamas que cercaram a zona e tornaram intransitável a única estrada de acesso, numa extensão de cerca de dois quilómetros ao longo de uma escarpa.
O incêndio rural na ilha da Madeira deflagrou a 14 de agosto nas serras do municÃpio da Ribeira Brava, propagando-se progressivamente aos concelhos de Câmara de Lobos, Ponta do Sol e Santana.
Hoje de manhã, ao 11.º dia, a Proteção Civil regional indicou que o fogo está controlado e que os operacionais se mantêm no terreno em operações de rescaldo, controlando alguns pontos quentes.
SVF (DC) // ZO
Lusa/Fim



