
Torres Novas, Santarém, 18 set 2023 (Lusa) — O presidente do PSD, LuÃs Montenegro, responsabilizou hoje o Governo pelos “quase 100 mil alunos” sem professor pelo menos a uma disciplina, alegando que a falta de docentes no paÃs tem se agravado anualmente.
“O Governo tem hoje a abertura, na prática, do ano escolar, com o regresso de milhares e milhares de jovens à s escolas e à s universidades. Temos quase 100 mil alunos que não têm pelo menos professor a uma disciplina. Isto tem-se agravado de ano para ano”, disse LuÃs Montenegro, em Torres Novas, onde hoje inaugurou a sede do PSD local, no âmbito da iniciativa “Sentir Portugal” dedicada esta semana ao distrito de Santarém.
Para o lÃder social-democrata, “o Governo não só não aprende, como cada vez deixa os alunos com mais dificuldade de aprenderem também”.
Para Montenegro, “olhar para as declarações do senhor ministro da Educação, na esteira do que também já tinha dito o seu colega da Saúde e que diz também a ministra do Ensino Superior e da Ciência, de que é preciso tempo para resolver os problemas, é mesmo caso para dizer que isto é um atraso de vida”.
“Este Governo é uma perda de tempo”, declarou.
Questionado sobre o que o PSD entende que devia ser feito para colocar professores mais rapidamente, o lÃder do partido apontou a necessidade de “fazer uma antecipação dos problemas que já se sabia que iam ocorrer, fazer uma planificação de maneira a ter os recursos humanos mais bem distribuÃdos, de maneira a não criar este obstáculo nos alunos”.
“Mas, neste momento, já só há mesmo uma solução para isto, que é mudar de Governo. É preciso mudar as polÃticas, é preciso ser mais ousado, é preciso ser mais diligente e é preciso contemplar menos os problemas”, apontou.
Antes, no balanço do primeiro dia do “Sentir Portugal”, realçou que “um dado que tem passado de uma forma transversal em todos os concelhos” por onde passou é a falta de médicos de famÃlia.
“Portanto, o Serviço Nacional de Saúde continua a não dar resposta à quilo que é o mais básico, que é a saúde familiar e por ação de um Governo que já leva oito anos de exercÃcio de funções”, declarou, considerando que “chega a ser anedótico ouvir os ministros deste Governo” queixarem-se de que “as polÃticas precisam de tempo e que precisam de ter para resolver os problemas”.
Sobre a eventual presença na campanha eleitoral para as regionais na Madeira ou no domingo, dia do sufrágio, dado que a iniciativa “Sentir Portugal” no distrito de Santarém termina na sexta-feira, quando termina a campanha eleitoral no arquipélago, Montenegro respondeu: “A seu tempo nós diremos o que faremos ainda até ao fecho das urnas na Madeira. (…) Logo vemos”.
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