
Lisboa, 05 mai 2024 (Lusa) — O presidente do Chega criticou hoje o primeiro-ministro e lÃder do PSD, considerando que LuÃs Montenegro “não quis conversa, mas quer agora que os outros partidos digam ámen à s suas propostas”, e acusou-o de ser “arrogante e orgulhoso”.
“O mesmo primeiro-ministro que não quis acordos, não quis diálogo, não quis conversa, quer agora que os outros partidos digam ámen à s suas propostas sem sequer compreender que estes partidos também têm um programa eleitoral, ideias polÃticas e uma ideia para Portugal”, afirmou.
André Ventura falava aos jornalistas em conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, e recordou que desafiou várias vezes o PSD durante a campanha e na noite eleitoral das legislativas para estabelecer um acordo de governo que garantisse a estabilidade durante quatro anos.
“O primeiro-ministro disse que não, ‘sozinhos governaremos’, e agora vem-se queixar de que não consegue aprovar no parlamento as suas medidas”, criticou.
E considerou que a “acusação de que André Ventura e Pedro Nuno Santos estariam aliados para dificultar a vida ao Governo, para além de patética, mostra apenas a incapacidade para governar” de LuÃs Montenegro.
“O primeiro-ministro definiu o caminho que queria percorrer, sozinho, obstinado, arrogante e orgulhoso”, criticou, considerando que este “está a ser um dos governos mais incapazes da História em responder à esperança que os portugueses nele depositaram e na direita depositaram para fazer mudança séria em Portugal”.
Acusando o social-democrata de querer “governar fugindo à s promessas” que fez durante a campanha, André Ventura salientou que para isso não conta com o Chega e defendeu que “quem fez promessas aos portugueses deve acima de tudo cumpri-las”.
O presidente do Chega garantiu que continuará “a fazer o que é melhor para os portugueses”, mesmo que isso signifique votar propostas no parlamento à revelia do Governo.
André Ventura referiu-se também a declarações de Hugo Soares no programa Expresso da Meia-noite, na SIC.
“Disse o lÃder parlamentar do PSD que o Chega falhou à sua palavra nos acordos que fez no parlamento. Quem falhou à sua palavra consistentemente nos últimos meses foi o Governo, porque os acordos que queria fazer com o Chega, apesar de andar a dizer ao paÃs que não é não, em nada tinham que ver com as nossas propostas eleitorais nem com as que a AD tinha apresentado”, afirmou.
Neste ponto, o lÃder do Chega disse que “não há acordos nenhuns porque eles disseram que não é não”.
“O PSD falar de acordos é só para rirmos. Eu nem compreendo, se o PSD disse que não era não e que não havia acordo nenhum nem nenhuma conversa, não percebo que conversa é essa dos acordos que houve com o Chega. Sinceramente, não consigo compreender”, disse, rindo-se.
Afirmando que “o PSD quer o melhor dos mundos sem ter que ceder em absolutamente nada”, Ventura sustentou que isso não existe, e deixou um aviso: “o PSD lá sabe o que está a fazer, espero que saiba bem, porque o tempo está a correr muito rápido”.
O presidente do Chega afirmou ainda que, se a única coisa que o PSD quer “é continuar a governar como os socialistas, falhando todas as promessas, não contarão com o Chega”, desafiando LuÃs Montenegro a entender-se com o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, para uma governação de bloco central.
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