
Cantanhede, Coimbra, 17 jan 2023 (Lusa) — O presidente do PSD afirmou hoje que Portugal tem uma economia muito dependente e, por isso, quando “há uma constipação na Europa, normalmente isso dá uma pneumonia em Portugal”.
“Nós temos exortado o Governo de Portugal a ser transformador, a ser reformista, a não contemplar os problemas. […] Nós precisamos de um poder polÃtico que os enfrente [aos problemas] e que lhes dê solução”, disse LuÃs Montenegro.
Em declarações aos jornalistas, o lÃder do PSD, que esteve hoje em Cantanhede, frisou que esperar que o tempo resolva tudo “não é uma solução”.
“Precisamos de transformar o Estado, de renovar e regenerar a administração pública, de motivar os prestadores de serviços da administração pública, de captar mais investimento”, sustentou.
LuÃs Montenegro apontou ainda a necessidade de Portugal ter uma “fiscalidade mais amiga” das famÃlias e das empresas.
No seu entender, se Portugal não tomar esta posição o paÃs vai ficar dependente das “oscilações” da União Europeia.
“Se nós não fizermos isto, vamos andar sempre à espera daquilo que na União Europeia vão sendo as oscilações”, reafirmou.
Aos jornalistas lembrou ainda que existem muitas famÃlias e pessoas que não têm dinheiro para arcar com as despesas essenciais, seja de alimentação, da energia, de consumo de eletricidade, de gás, dos combustÃveis, entre outras.
“Nós temos um milhão e 900 mil portugueses que vivem no limiar da pobreza ou aliás, em situação de pobreza, com rendimento inferior a 554 euros, não fora as ajudas do Estado e esse número aumentaria para quatro milhões e 400 mil. Portanto, estamos a falar quase de metade da população portuguesa, que está no limiar de pobreza”, referiu.
De acordo com o presidente do PSD, se a economia tiver um perÃodo de recessão, de estagnação, de crescimento limitado ou anémico, isto vai dificultar a capacidade de criar condições para essas pessoas saÃrem do estado de pobreza.
“Temos de tirar a sociedade deste estrangulamento em que, simultaneamente elas têm baixos salários ou pagam muitos impostos, ou não têm serviços públicos que lhes deem resposta à quilo que são as suas ambições legÃtimas e as suas necessidades quotidianas”, concluiu.
Já hoje, o governador do Banco de Portugal falou que está confiante de que é possÃvel evitar para já a recessão na zona euro, acreditando que o crescimento resistiu no quarto trimestre de 2022 e irá ser positivo no primeiro trimestre de 2023.
O governador do Banco de Portugal (BdP), que faz parte do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), assinalou que “a economia tem surpreendido trimestre após trimestre”, pelo que prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro tenha escapado a uma contração no último trimestre do ano passado.
Paralelamente, revelou-se otimista para o primeiro trimestre de 2023: “talvez sejamos surpreendidos” com um crescimento positivo, salientando ser natural uma desaceleração.
LYFR (AAT)// ACL
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