
Lisboa, 31 mar 2025 (Lusa) — O primeiro-ministro afirmou hoje que não é “suspeito de nada” na sua vida profissional e patrimonial e acusou de falta de argumentos quem se agarrar a “denúncias anónimas e não comprovadas” para fazer combate polÃtico.
No final da reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, que aprovou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), LuÃs Montenegro foi questionado se conseguirá falar destes temas na campanha, quando quase todos a oposição o ataca sobre a sua vida empresarial.
“Eu estou empenhado em dar à s portuguesas e aos portugueses soluções para os seus problemas. Eu não tenho nenhuma questão, eu não sou suspeito de nada relativamente à minha vida profissional e patrimonial”, afirmou, defendendo que tem sido “alvo de muitas denúncias anónimas não comprovadas”.
“Aqueles que se agarram a isso para me fazer o combate polÃtico mostram que têm poucos argumentos”, acusou, sem responder a mais perguntas da comunicação social.
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, tem defendido que uma eventual vitória do PSD nas legislativas antecipadas de 18 de maio significaria manter a instabilidade em Portugal, alegando que o paÃs teria um primeiro-ministro “permanentemente ensombrado” por suspeitas.
“A ética é uma dimensão importante, mas a dimensão da estabilidade também. Se, no limite, LuÃs Montenegro vencesse as eleições, nós terÃamos um primeiro-ministro permanentemente ensombrado por suspeitas e por dúvidas e portanto a instabilidade manter-se-ia em Portugal”, afirmou Pedro Nuno Santos aos jornalistas na sexta-feira à margem de uma visita à Futurália, em Lisboa.
As eleições antecipadas foram anunciadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em 13 de março, dois dias depois de o parlamento chumbar uma moção de confiança ao Governo e que ditou a demissão do Governo PSD/CDS-PP.
Essa moção foi anunciada pelo primeiro-ministro a 05 de março e justificada com a necessidade de “clarificação polÃtica” depois de semanas de dúvidas sobre a vida patrimonial e pessoal de LuÃs Montenegro e a empresa familiar Spinumviva, que motivaram duas moções de censura ao Governo, de Chega e PCP, ambas rejeitadas, e o anúncio do PS de que iria apresentar uma comissão de inquérito ao caso.
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