
Penafiel, Porto, 10 fev 2023 (Lusa) – O presidente do PSD, LuÃs Montenegro, criticou hoje o lÃder do PS, Pedro Nuno Santos, por prometer agora aos professores, a um mês das eleições legislativas, que irá fazer tudo diferente do que fez quando estava no Governo.
“Faz sentido acreditar naqueles que, quando tiveram o instrumento na mão, não o utilizaram para resolver o assunto e agora, em cima da eleições, vêm dizer quer vão fazer tudo diferente daquilo que prometeram lá trás”, questionou o lÃder social-democrata.
LuÃs Montenegro discursava durante uma ação de pré-campanha para a eleições legislativas de 10 de março da Aliança Democrática (AD), realizada no pavilhão de exposições de Penafiel, no distrito do Porto, onde também esteve presente o lÃder do CDS-PP, Nuno Melo.
LuÃs Montenegro falava a propósito da recuperação do tempo de serviço dos professores, que faz parte do programa da AD, e que os socialistas prometem agora concretizar se forem de novo Governo.
“Outros há que tiveram oito anos na mão a esferográfica para poderem assinar o diploma que iria conferir essa recuperação, não o fizeram, disseram que não havia condições e, agora que há eleições, já há condições, já há uma resposta, já tudo é mais fácil”, salientou.
O lÃder do PSD prometeu ainda, se a AD vencer as eleições, valorizar a carreira dos professores, dando-lhes também condições de trabalho, tirando-lhes burocracia e dando-lhes autoridade, para “atrair mais docentes para a escola pública e para dar resposta aos alunos”.
Para o presidente do PSD, “essa tirada de que [os socialistas] são fazedores, de que são muito dinâmicos, é só conversa, porque, quando era preciso essa capacidade de ação, ficaram calados”.
Em registo de campanha eleitoral, o lÃder social-democrata questionou também o secretário-geral do PS se “está assim tão arrependido de ter feito parte dos últimos governos e se está assim a considerar tão mau o desempenho do seu antecessor como secretário-geral do PS”.
LuÃs Montenegro prometeu que a Aliança Democrática está a trabalhar para “construir um paÃs mais rico, que dá mais oportunidades aos seus filhos”.
“Não temos de estar resignados a empobrecer, face a um Estado que asfixia a sociedade, a vida das pessoas, e lhes tira grande parte dos seus rendimentos e lhes entrega serviços com pouca qualidade”.
Os portugueses, acrescentou, são capazes de fazer “muito mais do que o que foi feito nos últimos anos”, considerando que os impostos estão a ser um bloqueio à criação de riqueza.
“Quase metade daquilo que as pessoas produzem com o seu trabalho vai para o Estado. Isso não incentiva o trabalho, não incentiva à produtividade”, considerou, sinalizando que a prioridade da AD será baixar impostos, porque isso é “olhar para a qualidade de vida das pessoas e para o desenvolvimento do paÃs”.
“Este novo contrato social vai restabelecer a confiança dos cidadãos nos serviços públicos”, argumentou, destacando que investir nos professores e nos alunos garantirá na escola pública “igualdade de oportunidade a todos”.
LuÃs Montenegro falou também da frustração dos portugueses com os poderes públicos, por não darem resposta à s suas expectativas.
“Nós não vamos poder resolver tudo, mas há muitos problemas que vão ser resolvidos”, disse, prometendo um programa de emergência na saúde, para melhorar a medicina familiar, diminuir as listas de espera nas consultas e cirurgias e melhorar um serviço de urgência que não responde ao essencial.
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