
Lisboa, 12 fev 2023 (Lusa) – O presidente do PSD considerou hoje imoral haver trabalhadores no ativo a ganharem menos do que desempregados e reiterou as crÃticas à s alterações introduzidas pela Agenda para o Trabalho Digno.
Discursando no encerramento do XV Congresso Nacional dos Trabalhadores Social-Democratas, em Lisboa, LuÃs Montenegro defendeu que “é imoral uma sociedade onde as pessoas que trabalham chegam ao fim do mês e ganham menos do que pessoas que não trabalham”.
“Independentemente de nós não querermos deixar ninguém para trás, o pior que podemos fazer é desincentivar aqueles que produzem, aqueles que trabalham, aqueles que têm uma oportunidade, que dão o seu esforço e que chegam ao fim do mês e têm menos rendimento do que aqueles outros que não fazem esse esforço”, defendeu o lÃder social-democrata.
Para Montenegro, “uma sociedade justa e solidária não deixa ninguém para trás, tem de ter ajudas à queles que têm mais dificuldades, tem de ter ajudas que sobretudo possam motivar que eles ultrapassem as dificuldades, saiam da situação de vulnerabilidade”
Imediatamente antes, LuÃs Montenegro deu o exemplo dos professores e referiu que a sua colocação longe de casa “faz com que muitos destes profissionais, entre as despesas de transporte, de alojamento e de alimentação, cheguem ao fim do mês e ganhem zero ou até tenham um saldo negativo”.
Na sua intervenção, o lÃder social-democrata voltou a criticar a “Agenda para o Trabalho Digno”, aprovada na sexta-feira no parlamento, com o voto favorável do PS, a abstenção do PSD, Chega, PAN e Livre e votos contra do BE, PCP e IL.
Montenegro considerou que este “é um processo digno da aselhice ou da ligeireza do Governo de Portugal e do PS”.
“Eu fico sinceramente preocupado como é que depois de ter havido a subscrição de um acordo de rendimentos em sede de concertação social, alguns dos seus esteios sejam agora deturpados ou adulterados nesta legislação, em prejuÃzo muitas vezes dos trabalhadores”, criticou.
O presidente do PSD considerou que “esta Agenda para o Trabalho Digno é digna se ser estudada nos efeitos perversos que vai ter, infelizmente, nos direitos dos trabalhadores”.
Na sua intervenção, LuÃs Montenegro considerou igualmente que “este é o momento de identificar quem tem fibra para olhar para o futuro, de projetar o futuro, de preparar aqueles que virão a seguir”.
“Este não é o tempo das habilidades, este não é o tempo das artimanhas, este não é o tempo dos arranjos polÃticos, este não é tempo dos sobreviventes, daqueles que só querem chegar ao dia de amanhã, este é o tempo dos reformistas, daqueles que projetam, daqueles que são verdadeiramente solidários”, salientou.
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