
Castelo de Vide, Portalegre, 30 ago 2023 (Lusa) — O lÃder do PSD, LuÃs Montenegro, disse hoje que o partido tratará das eleições presidenciais “mais ou menos daqui a dois anos” e não comentou eventuais candidatos, assegurando que os sociais-democratas estão “concentradÃssimos e empenhadÃssimos” em ser oposição.
Minutos antes de receber o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, à chegada à Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide, LuÃs Montenegro foi questionado sobre o facto do antigo lÃder do PSD LuÃs Marques Mendes ter admitido no domingo uma candidatura presidencial “se houver utilidade para o paÃs”.
“Não é nem o tempo nem o lugar para falar das eleições presidenciais. Conto falar disso mais ou menos daqui a dois anos”, começou por responder.
Perante a insistência dos jornalistas, o lÃder social-democrata reiterou que, do ponto de vista partidário, o PSD conta “tratar desse assunto mais ou menos daqui a dois anos”.
“No PSD estamos concentradÃssimos, empenhadÃssimos em cumprirmos a nossa tarefa de sermos oposição ao Governo e de sermos alternativa para disputar e vencer as próximas eleiçoes legislativas e estamos cada vez mais a sentir que o povo português está connosco nesse caminho e nesse objetivo de dar um Governo novo a Portugal”, respondeu quando questionado sobre as palavras do ex-lÃder do CDS-PP Paulo Portas na véspera, precisamente na Universidade de Verão do PSD.
Paulo Portas defendeu na terça-feira que a prioridade do espaço não socialista deve ser construir uma alternativa para suceder ao primeiro-ministro António Costa e não procurar um sucessor para o Presidente da República.
No seu comentário televisivo na SIC de domingo, Marques Mendes foi questionado sobre o significado polÃtico da sua presença na Festa do Pontal, a rentrée do PSD a meio de agosto no Algarve, e se tal estaria relacionado com um eventual acordo para um apoio de LuÃs Montenegro a uma candidatura sua a Belém.
“Nunca na minha vida falei com LuÃs Montenegro sobre eleições presidenciais, não há nada a falar, não há qualquer acordo”, assegurou Marques Mendes, dizendo que, neste momento, “não há nem decisão nem sequer inclinação”.
No entanto, o antigo presidente do PSD quis acrescentar as condições para tomar ou não essa decisão no futuro.
“Se eu um dia achar que com uma candidatura à Presidência da República posso ser útil ao paÃs — é isso que conta -, se vir que tem alguma utilidade para o paÃs uma candidatura minha e um mÃnimo de condições para se concretizar, sou franco, tomarei essa decisão, independentemente de acordo ou não acordo”, afirmou.
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