
Sintra, Lisboa, 18 mai 2026 (Lusa) – O presidente do PSD e recandidato ao cargo avisou hoje que irá forçar os partidos a “revelarem-se” na hora de votar transformações no Estado, criticando os que pedem reformas, mas não na “sua casa ou no seu setor”.
LuÃs Montenegro apresentou hoje, em Sintra, a moção de estratégia global com que se recandidata à liderança no partido nas eleições diretas de 30 de maio, horas após o lÃder do Chega, André Ventura, ter avisado que o seu partido vai votar contra a nova lei de organização do Tribunal de Contas, que vai a debate quarta-feira no parlamento.
“Eu sei que, por estes dias, tantos daqueles que clamam por esse Estado ágil, esse Estado eficiente, chegamos à conclusão que é apenas clamor para polÃtico ver, porque, quando chega à realidade das decisões, têm medo, metem a viola ao saco e fazem de conta que não é nada com eles”, criticou.
O também primeiro-ministro admitiu que o Governo está disponÃvel para “aprofundar, densificar e discutir as opções”, mas “não está disponÃvel para deixar tudo na mesma”.
“Levantem-se as resistências corporativas que levantarem, levantem-se os polÃticos que não tenham coragem a não ser na conversa. Levantem-se aqueles que estão bem instalados a viver à conta do excesso de burocracia, do excesso de regras, da adulteração e da corrupção que aà está montada”, desafiou.
Montenegro ironizou que Portugal é um paÃs “de grandes reformistas a conversar nas televisões, nos jornais e nas rádios”.
“Mas quando chega a hora da verdade, somos nós e pouco mais aqueles com que o paÃs pode contar para fazer verdadeiras transformações. Depois olhamos para os outros partidos polÃticos e vemos que, sempre que se mexe, estão sempre mal. Reformar, sim, mas na porta ao lado. Reformar, sim, mas não no meu setor. Reformar, sim, mas não na minha casa. Reformar, sim, mas não coisa que cause reação”, disse, acusando estes polÃticos de quererem “agradar a todos”.
Para esses, Montenegro deixou um aviso: “Isso vai ser até uma determinada altura, porque nós vamos forçar a decisão. Os partidos e os polÃticos vão ter de se revelar no momento de votar as transformações, porque não é por falta de oportunidade que vamos ficar sem esse debate”, defendeu.
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