
Lisboa, 01 fev 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro avisou hoje que existem riscos de, nos próximos dias, algumas zonas ribeirinhas poderem ter de ser evacuadas, apelando à s populações para que sigam as indicações das autoridades.
LuÃs Montenegro falava no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que durou cerca de três horas e decorreu na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento (Lisboa), e foi totalmente concentrada na resposta à depressão Kristin e na preparação dos próximos dias.
“É expectável que com os nÃveis de precipitação que podemos antecipar surjam algumas situações de cheia, de inundação. Sabemos que os solos estão saturados e sabemos que há várias infraestruturas afetadas que vão dificultar a situação. Sabemos também que algumas zonas ribeirinhas enfrentarão situações de maior gravidade, que poderão mesmo chegar à necessidade de evacuação”, alertou.
Por isso, o chefe do Governo apelou a todos para que respeitem “no tempo e no modo as orientações das autoridades” para se poder diminuir, ao máximo, o risco.
“O mesmo é dizer para podermos evitar mais perdas, desde logo perdas em vidas humanas, mas também perdas materiais que possam ser agudizadas pelo não acatar dessas mesmas orientações”, apelou.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vÃtima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caÃrem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo prolongou hoje situação de calamidade, que vigorava desde as 00:00 de quarta-feira, até dia 08 de fevereiro.
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