Moçambique sob alerta amarelo devido a chuvas fortes até sexta-feira

Maputo, 12 mar 2026 (Lusa) — O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano colocou hoje as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, no sul, sob alerta amarelo devido à possibilidade de chuvas fortes e trovoadas até à noite de sexta-feira.

Segundo um aviso meteorológico emitido pelo Inam, as três províncias do sul do país poderão registar precipitação entre 30 e 50 milímetros em 24 horas, por vezes acompanhada de trovoadas e rajadas de vento em vários distritos.

O alerta abrange igualmente alguns distritos e cidades das províncias de Manica, Sofala e Zambézia, no centro de Moçambique, e das províncias de Nampula e Cabo Delgado, no norte, onde também é esperada precipitação significativa nas próximas horas.

De acordo com o Inam, a alerta mantém-se até ao final do dia de sexta-feira, sendo recomendada a adoção de medidas de precaução e segurança face à possibilidade de chuvas fortes e trovoadas em diferentes pontos do país.

Moçambique é considerado um dos países mais afetados pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O número de mortos na atual época das chuvas em Moçambique ascende a 270, com registo de quase 870 mil pessoas afetadas, desde outubro, segundo atualização de 09 de março do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Foram afetadas 869.055 pessoas na presente época das chuvas – que se prolonga ainda até abril -, correspondente a 200.845 famílias, havendo também 10 desaparecidos e 333 feridos, segundo o mesmo balanço.

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando globalmente 724.131 pessoas. Já a passagem do ciclone Gezani em Inhambane, em 13 e 14 de fevereiro, causou mais quatro mortos e afetou 9.040 pessoas, segundo os dados atualizados do INGD sobre a época das chuvas.

Um total de 15.330 casas ficaram parcialmente destruídas, 6.182 totalmente destruídas e 183.824 inundadas, na presente época chuvosa. Ao todo, 302 unidades de saúde, 83 locais de culto e 720 escolas foram afetadas em quase cinco meses e meio.

Os dados do INGD indicam ainda que 399.749 hectares de áreas agrícolas foram perdidos e 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves.

Foram afetados 7.845 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.

Desde outubro, o instituto de gestão de desastres moçambicano ativou 149 centros de acomodação, que chegaram a albergar 113.478 pessoas, dos quais 19 ainda estão ativos, com pelo menos 5.611 pessoas, além do registo de 6.931 pessoas que tiveram de ser resgatadas.

EYMZ (PVJ) // VM

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