
Maputo, 18 dez (Lusa) – O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, disse hoje em Maputo que o paÃs precisa de reformas e de disciplina fiscal, para voltar aos nÃveis de crescimento económico anteriores a 2016.
“Relançar a atividade económica para os padrões médios de crescimento que vÃnhamos registando vai continuar a exigir reformas, disciplina fiscal e trabalho abnegado”, declarou Rogério Zandamela, falando no encerramento do ano económico de 2017.
Até ao terceiro trimestre do ano em curso, a economia cresceu apenas 3%, quando nos oito anos anteriores a 2016 o paÃs vinha registando um Produto Interno Bruto (PIB) de 7%.
“Adicionalmente, apesar dos esforços empreendidos na coleta de impostos, as receitas do Estado continuam aquém do necessário para financiar as despesas, ressentindo-se da suspensão do apoio direto ao Orçamento por parte dos doadores e parceiros de cooperação”, declarou o governador do Banco de Moçambique.
Rogério Zandamela assinalou que a estabilização da economia do paÃs exige a manutenção de uma paz duradoura, continuação dos esforços de consolidação fiscal, não ocorrência de choques climáticos e estabilidade dos preços das mercadorias no mercado internacional.
Na qualidade de autoridade monetária do paÃs, prosseguiu, o Banco de Moçambique aplicou medidas visando assegurar um sistema financeiro mais robusto e sólido.
“O nosso sistema financeiro mostra-se mais sólido e capitalizado face a choques, estando o rácio de solvabilidade do sistema em redor de 20%, bem acima dos 8% regulamentados pelos princÃpios de Basileia I e II”, acrescentou.
Na ocasião, o governador do Banco de Moçambique declarou que o esforço da instituição para o próximo ano será no sentido de o paÃs alcançar uma inflação de um dÃgito, assinalando que este indicador atingiu 7,15% anuais em novembro.
“Para o ano que se avizinha, a polÃtica monetária será orientada para a manutenção de uma inflação baixa e controlada ao nÃvel de um dÃgito”, disse Rogério Zandamela.
Destacando que em novembro de 2016, a inflação anual atingiu 27%, Rogério Zandamela considerou fundamental que o paÃs controle os preços, a bem da retoma da economia.
“Ao nÃvel do setor financeiro, reforçaremos a vigilância macroprudencial, para monitorarmos os riscos potenciais que possam afetá-lo, bem assim a microprudencial, para que todas as instituições observem as boas práticas internacionais”, disse o governador do Banco de Moçambique.
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