
Nairobi, 12 mai 2026 (Lusa) — Moçambique pediu hoje, no Quénia, uma maior cooperação entre os países africanos para travarem a pirataria e pesca ilegal, defendendo a criação de um fundo africano para financiar a economia azul.
“Nós defendemos uma maior cooperação entre os países africanos e também regionais, primeiro para a criação de mecanismos para defendermos os nossos mares contra a pirataria, a pesca não reportada e a pesca ilegal. Partilhamos com a audiência que vamos estar a inaugurar muito em breve um centro do comando conjunto da SADC [Comunidade de Desenvolvimento da África Austral], que é um esforço nesse sentido”, disse o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Roberto Mito Albino.
O responsável falava aos jornalistas à margem da Cimeira África-França que decorre desde segunda-feira na capital queniana, com o ministro moçambicano a pedir mais esforços coletivos no continente para proteger os mares.
“Também discutimos a necessidade de financiamento para a economia azul e defendemos que ela tem que ter visibilidade nas instituições financeiras internacionais e nós defendemos até a criação de um fundo africano para o financiamento da economia azul, de maneira que os países menos desenvolvidos possam ter recursos para poder implementar seus planos estratégicos”, disse o ministro.
Segundo a organização, a cimeira “representa uma oportunidade significativa para uma mudança de paradigma rumo a uma parceria mais equilibrada, equitativa e mutuamente respeitosa, ancorada em aspirações compartilhadas de multilateralismo eficaz, parceria transformadora, desenvolvimento sustentável e protagonismo da África no confronto com os desafios regionais e globais emergentes e urgentes”.
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