
Maputo, 04 nov 2025 (Lusa) – Moçambique pagou em três meses mais de 36 milhões de euros à China pelo serviço da dÃvida, que lidera entre os credores bilaterais do paÃs, segundo dados do Ministério das Finanças.
De acordo com um relatório sobre a gestão da dÃvida, o serviço da dÃvida à China foi a que mais pesou nas contas moçambicanas em três meses, de janeiro a março, com 35,51 milhões de dólares (30,6 milhões de euros) em amortizações e 6,77 milhões de dólares (5,8 milhões de euros) em juros.
Segundo dados do relatório, a dÃvida de Moçambique à China ascendia por seu turno, no final de junho, a 1.347 milhões de dólares (1.158 milhões de euros), o maior credor bilateral e apenas ultrapassada, nos credores multilaterais, pelo IDA (Associação Internacional de Desenvolvimento), do Grupo Banco Mundial, com 2.980 milhões de dólares (2.566 milhões de euros).
Entretanto, o Governo chinês perdoou os juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até 2024 e anunciou a doação de 12 milhões de euros ao paÃs africano, disse em 14 de outubro a primeira-ministra moçambicana, Benvida Levi.
 “Tivemos duas notÃcias positivas vindas do Presidente [chinês], Xi Jinping, uma das notÃcias foi a doação ao nosso paÃs de 100 milhões de yuan — a moeda chinesa — [equivalente a 12 milhões de euros] e o perdão dos juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até o ano de 2024”, disse Levi, que falava aos jornalistas após uma visita de dois dias à China.
A dÃvida à China representava, no final do primeiro semestre, 15% do total do endividamento externo de Moçambique, que ascendia então a 9.825 milhões de dólares (8.462 milhões de euros).
Sem desembolsos ou pagamento do serviço da dÃvida neste perÃodo, o endividamento de Moçambique com Portugal ascendia 380,7 milhões de dólares (327,8 milhões de euros), apenas ultrapassada – além da China – pelo Japão, com 405,5 milhões de dólares (349,2 milhões de euros) no final de junho.
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