
Beira, Moçambique, 07 jul 2021 (Lusa)- A existência de pessoas com os mesmos nomes na lista de beneficiários dos subsÃdios das vÃtimas do ciclone Idai está a condicionar o processo de apoio à s famÃlias afetadas, informou o Instituto Nacional de Ação Social (INAS) de Moçambique.
“Há pessoas que aparecem com nomes parecidos e apresentando documentos nos postos para receberem os subsÃdios. Outros dizem que não receberam na primeira fase enquanto na lista há registo de que já receberam. Isto frustra as nossas expectativas de pagamento destes subsÃdios”, disse à Lusa Abdul Razack, delegado do INAS na provÃncia de Sofala.
Segundo a fonte, casos destes são frequentes na cidade da Beira, uma das mais afetadas pelo ciclone que se abateu sobre o centro de Moçambique em março de 2019.
“O que nós estamos a fazer é recolher os dados destes beneficiários com os mesmos nomes e voltarmos ao nosso sistema de cadastro para confrontar a informação, só para não haver oportunistas como houve no primeiro processo”, declarou.
A fonte disse ainda ser prematuro avançar o número de beneficiários que poderão ver os seus subsÃdios cativados pela sua instituição devido a estas anomalias, mas garantiu que as listas, contendo perto de 32 mil pessoas na cidade da Beira, foram ratificadas.
O pagamento de subsÃdios à s vÃtimas do ciclone Idai no distrito da Beira ficou suspenso em agosto do ano passado devido à s restrições impostas pela covid-19, na medida em que as instalações da entidade que devia efetuar o pagamento começaram a registar aglomerações, na sequência de reclamações de pessoas que não constavam das listas.
No total, devem receber o subsÃdio na provÃncia de Sofala cerca de 74 mil famÃlias de 10 dos 13 distritos da provÃncia, pessoas afetadas severamente pelo Idai.
O Governo moçambicano aprovou o pagamento de um subsÃdio mensal de 2.500 meticais (29,3 euros) a cada uma das vÃtimas.
O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em março de 2019, provocou 604 mortos e 1,8 milhões de pessoas afetadas.
Pouco tempo depois, em abril, o norte do paÃs foi afetado pelo ciclone Kenneth, que matou 45 pessoas e afetou outras 250 mil.
Moçambique é considerado um dos paÃses mais severamente afetados pelas mudanças climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais.
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