
Maputo, 06 jun 2024 (Lusa) – A Autoridade Nacional Reguladora de Medicamento (Anarme) moçambicana aprendeu e incinerou 10 mil unidades de um medicamento destinado a crianças, considerado em estado impróprio para ser utilizado, divulgou hoje a instituição.
“Intercetamos uma mercadoria de medicamentos de baixa qualidade, isso devido ao baixo teor de princÃpio ativo e a Anarme, para proteger a saúde pública, orientou a retirada imediata do mercado e a incineração”, explicou Cassiano João, porta-voz da instituição, à margem da incineração das 10 mil unidades de frascos deste medicamento, realizada na quarta-feira, em Maputo.
Em causa estão frascos de medicamento Azitromicina Suspensão oral de 100mg/15ml, um antibiótico usado no tratamento de várias infeções bacterianas, como otites, faringites estreptocócica, pneumonias, diarreia do viajante e outras infeções intestinais.
O princÃpio ativo de um medicamento é o componente que interage com o organismo e provoca uma alteração fisiológica ou bioquÃmica que visa restaurar ou melhorar a saúde.
“Todos os medicamentos e produtos farmacêuticos que entram no paÃs são submetidos ao laboratório de Comprovação de Qualidade, para aferir a qualidade antes da sua distribuição no mercado de consumo. Foi assim que exames laboratoriais detetaram que as 10 mil unidades, que se destinavam à s crianças, poderiam causar efeitos adversos”, frisou Cassiano João.
Segundo o também chefe do Departamento Central de Avaliação de Produtos de Saúde da Anarme, a destruição destes fármacos enquadra-se no âmbito das atividades da entidade reguladora, de monitorar a qualidade de medicamentos.
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