
Lisboa, 05 ago 2026 (Lusa) — O Ministério dos Negócios Estrangeiros português condenou hoje os mais recentes bombardeamentos russos contra Kiev que provocaram pelo menos 17 mortos e reiterou a solidariedade de Portugal para com o povo ucraniano.
A diplomacia portuguesa “condena veementemente o ataque russo desta madrugada a Kiev, que causou vários mortos e dezenas de feridos”, afirmou o ministério numa publicação na rede social X.
A Rússia bombardeou esta madrugada a capital ucraniana, Kiev, e matou pelo menos 17 pessoas e deixou outras 44 feridas.
“Apresentamos as mais sentidas condolências à s famÃlias das vÃtimas e expressamos total solidariedade com o povo ucraniano e as suas autoridades”, continuou o ministério tutelado por Paulo Rangel, dirigindo-se ao homólogo ucraniano, Andryi Sybyga.
“Portugal permanece firmemente ao lado da Ucrânia”, acrescentou a nota.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir aos aliados de Kiev que forneçam defesas antiaéreas ao paÃs, que atravessa uma escassez de intercetores de mÃsseis balÃsticos.
“Os intercetores de mÃsseis balÃsticos poderiam ter salvado as vidas daqueles que morreram hoje. É essencial que os nossos parceiros compreendam que os atrasos na entrega ou a relutância em fornecer sistemas antimÃsseis balÃsticos levam precisamente a estas perdas humanas”, afirmou Zelensky na rede social Telegram.
O lÃder ucraniano, que obteve há um mês autorização do homólogo norte-americano, Donald Trump, para produzir intercetores PAC-3 para os sistemas de defesa Patriot, ainda está a ultimar com as empresas de defesa norte-americanas os preparativos para avançar a produção desses mÃsseis em solo ucraniano.
Segundo o Presidente ucraniano, durante o ataque foram utilizados 24 mÃsseis balÃsticos e 115 drones e os alvos foram sobretudo armazéns pertencentes a empresas civis.
Houve também ataques a infraestruturas e a uma estação ferroviária.
Embora as forças ucranianas tenham conseguido abater 98 dos drones, nenhum mÃssil foi intercetado.
A Força Aérea do paÃs admitiu ter sido incapaz de intercetar qualquer um dos mÃsseis russos disparados durante a ofensiva, evidenciando uma escassez grave de munições de defesa antiaérea.
Estes projeteis balÃsticos viajam a velocidades extremamente elevadas e só podem ser travados por sistemas de defesa como os norte-americanos Patriot, equipamento que Kiev possui em número reduzido.
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