
Tóquio, 04 ago 2022 (Lusa) — O ministro da Defesa japonês, Nobuo Kishi, declarou, em Tóquio, que vários dos mÃsseis balÃsticos disparados hoje pela China terão caÃdo pela primeira vez na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do Japão.
“Suspeitamos que cinco dos nove mÃsseis balÃsticos disparados pela China terão caÃdo na ZEE do Japão, afirmou Kishi aos jornalistas, para falar sobre o inÃcio dos exercÃcios navais militares que Pequim hoje iniciou em torno de Taiwan, após a visita à ilha que Pequim reivindica da lÃder do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi.
“O Japão já apresentou um protesto à China por via diplomática”, referiu Kishi, considerando o incidente como um “problema grave” que afeta a segurança nacional nipónica.Â
O Exército Popular de Libertação da República da China confirmou entretanto o lançamento de mÃsseis, explicando ter-se tratado de “um ataque com mÃsseis convencionais multirregionais e de vários modelos em águas predeterminadas da parte leste da ilha de Taiwan”.
Segundo adiantou um responsável chinês, “todos os mÃsseis atingiram o alvo com precisão”.
Por seu lado, o Ministério da Defesa taiwanês denunciou o disparo dos mÃsseis, condenando o que considerou as “ações irracionais que minam a paz regional”.
“O Ministério da Defesa Nacional declara que o Partido Comunista Chinês disparou vários mÃsseis balÃsticos ‘Dongfeng’ nas águas circundantes do nordeste e sudoeste de Taiwan à s 13:56 [06:56 em Lisboa]”, anunciou o ministério, em comunicado, sem adiantar o local exato onde os mÃsseis caÃram.
A televisão estatal chinesa, a CCTV, já tinha anunciado hoje de manhã, que a China ia dar inÃcio a exercÃcios militares, com fogo real, nas imediações de Taiwan, acrescentando que a operação irá durar até domingo.
As manobras militares surgem em resposta à visita a Taiwan da lÃder do Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, vista pela China como uma grave provocação.
O Governo chinês respondeu nos últimos dias com sanções económicas a Taiwan.
Washington tem também um porta-aviões e outro equipamento naval na região.
O inÃcio das manobras militares da China levou o Ministério da Defesa de Taiwan a afirmar que se está a preparar para a guerra.
Pequim reclama a soberania sobre a ilha e considera Taiwan uma provÃncia separatista desde que os nacionalistas do Kuomintang se retiraram para a ilha em 1949, depois de perderem a guerra civil contra os comunistas.
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JSD (PMC/JMC) // APN
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