
Lisboa, 18 jul 2019 (Lusa) — O ministro do Ambiente explicou hoje que o Governo desenvolveu uma rede já existente de postos estratégicos de abastecimento de combustÃvel, para enfrentar uma greve no setor, mas adiantou que espera que não seja utilizada.
João Pedro Matos Fernandes comentava aos jornalistas a rede de abastecimento de emergência para o caso de uma greve de motoristas de combustÃveis, à qual hoje o secretário de Estado da Energia, João Galamba, já se tinha referido.
“Existia uma rede de postos estratégicos para abastecimento do paÃs em casos de rotura ou em casos de greves como esta, e aquilo que nós fizemos foi desenvolver essa mesma rede. Hoje temos já definidos quais são, ao longo de todo o paÃs, os postos que são para abastecimento exclusivo das forças de segurança, dos bombeiros, das ambulâncias que transportam doentes, quais os postos que tem também que ter combustÃvel para servir o comum dos cidadãos”, explicou Matos Fernandes.
A essa rede, disse o ministro, juntou-se também locais como aeródromos, onde por exemplo se abastecem os aviões que combatem incêndios.
“O que fizemos foi transformar uma rede de postos em todo um sistema logÃstico” de abastecimento. “Sabemos hoje quais os locais onde existe o combustÃvel que é distribuÃdo para esses pontos, quais os percursos que têm que ser feitos e que meios necessitamos para o fazer”, disse o responsável.
“Oxalá não tenhamos que utilizar essa rede”, acrescentou o ministro, que falava no Ministério após uma cerimónia relacionada com veÃculos elétricos, numa altura em que os sindicatos dos motoristas já entregaram um pré-aviso de greve a começar a 12 de agosto.
Matos Fernandes salientou que espera que sindicatos e associações cheguem a acordo e explicou que caso haja greve a rede será dimensionada depois de os serviços mÃnimos estarem decididos.
Questionado sobre qual a dimensão dessa rede o ministro disse apenas que terá “a dimensão de garantir uma quantidade mÃnima de combustÃvel em todo o paÃs”, que nunca será para que a população possa fazer “uma vida normal”, mas que é para “evitar situações de desconforto” como aconteceram na anterior greve.
“É toda uma logÃstica montada com tempo para assegurar que o prejuÃzo causado será o menor possÃvel”, sintetizou, assegurando que a rede vai “muito para além” dos 25% de serviços mÃnimos que os sindicatos propõem.
Os sindicatos reagiram hoje com surpresa às declarações de João Galamba sobre a rede de abastecimento de emergência que está a ser preparada.
O pré-aviso de greve propõe serviços mÃnimos de 25% em todo o território.
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