
Lisboa, 20 mai 2022 (Lusa) — O ministro das Finanças, Fernando Medina, disse hoje que é preciso acelerar a diminuição da dÃvida pública, pois só assim se defende a economia portuguesa, desde logo as famÃlias, e se assegura margem de manobra para o futuro.
“Num contexto de subida das taxas juro a um ritmo e forma que não está nas nossas mãos decidir, a medida que melhor protege empresas e famÃlias é certamente cuidar dos ganhos que conseguimos obter relativamente aos juros que a República é obrigada a suportar, porque a partir daÃ, em cadeia, sistema financeiro, empresas e famÃlias estão sempre ligadas a esse indexante”, afirmou Fernando Medina numa conferência da Ordem dos Economistas, em Lisboa.
Segundo o ministro das Finanças, “mesmo num ano em que as regras orçamentais se encontram suspensas”, o Governo está focado em reduzir a dÃvida pública e mesmo acelerar esse objetivo, pois — considerou — finanças públicas mais equilibradas são a melhor forma de “manutenção do poder de compra das famÃlias”.
“Daà a importância em não abrandar, direi mesmo, em acelerar o cumprimento deste objetivo, que é um objetivo estratégico para o paÃs, que é retirar Portugal da lista do ‘top’ dos paÃses com maior dÃvida pública da Europa”, afirmou.
Medina vincou que o executivo não faz isso para ser “bom aluno”, mas “porque é a melhor forma de defender a economia e assegurar margem para futuro”.
Para este ano, segundo a proposta do Orçamento do Estado (OE2022), o défice orçamental deverá baixar para 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a dÃvida pública para 120,7% do PIB.
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