
Funchal, Madeira, 01 dez 2022 (Lusa) — O ministro das Finanças afirmou que o desempenho do Governo em 2022 permitiu retirar Portugal da “posição isolada” de terceiro paÃs mais endividado da Europa, sublinhando que isso representa um “ganho de credibilidade”.
“O esforço que nós fizemos durante o ano de 2022 vai-nos permitir fazer com que Portugal deixe de ter esta posição de terceiro destacado no pódio dos paÃses mais endividados e que Portugal integre um pelotão onde estão, por esta ordem, Espanha, França e Bélgica”, declarou, na quarta-feira à noite, Fernando Medina.
O responsável falava num jantar, no Funchal, integrado no evento “500 maiores empresas da Madeira”, organizado pelo Diário de NotÃcias da Madeira.
“Nós teremos este ano a maior redução do peso da dÃvida pública no produto desde que há qualquer tipo de registo”, disse Fernando Medina, reforçando: “Ouviremos sempre os crÃticos desvalorizarem, dizerem que foi a economia, que foi a inflação. É verdade, tudo isso ajuda. Mas a verdade também é esta: se tivéssemos decidido gastar o dinheirinho todo, a dÃvida tinha-se mantido como está.”
O governante socialista considerou que a redução da dÃvida pública é um dos aspetos que beneficia o paÃs face à atual conjuntura internacional, destacando também a localização geográfica como fator de atratividade e desenvolvimento, bem como a taxa de emprego elevada e a estabilidade polÃtica e social.
“Portugal detinha, à entrada do ano de 2022, uma dÃvida pública de 125% do produto”, lembrou Medina, adiantando que apenas a Grécia e a Itália apresentavam dÃvidas superiores.
“A questão fundamental é que nós deixaremos de ter numa posição isolada, nós passaremos a estar perfeitamente integrados dentro do que são médias de paÃses com economias de dimensão muito superior à portuguesa”, reforçou.
O ministro das Finanças referiu, por outro lado, que as prioridades do Governo socialista para 2023 assentam no apoio ao rendimento das famÃlias e proteção do emprego, no aumento do investimento e nas finanças públicas equilibradas.
“O nosso objetivo para o ano de 2023 é termos um saldo primário de 1,6% do produto, isto é, Portugal passa a ter um superavit nas suas contas orçamentais, se excluirmos a dimensão dos juros que temos para pagar”, disse, explicando que isso vai permitir uma redução da dÃvida pública para 110% do produto.
“O nosso objetivo é chegar a 2026 com uma dÃvida abaixo de 100% do produto”, afirmou.
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