
Lisboa, 18 set 2026 (Lusa) — O ministro da Educação revelou hoje que surgiram mais de uma centena de novos processos de alunos para colocar nas escolas públicas, garantindo que “estão todos a ser colocados”, e que a falta de professores está a ser revolvida.
Uma semana após o arranque do ano letivo, em que vários pais denunciaram a inexistência de vagas nas escolas públicas para os seus filhos, o ministro Fernando Alexandre garantiu hoje que “os alunos estão a ser todos colocados”, sublinhando que “todos os dias aparecem (novos casos) infelizmente”.
“Ontem [quinta-feira] foram mais cem e continuam a aparecer. Os alunos que aparecem não podem ser colocados antes de aparecerem”, disse, quando questionado pelos jornalistas à margem do evento “Ensino Profissional: Uma Escolha com Futuro”, que decorreu hoje em Lisboa.
Na quinta-feira, o grupo de pais que está a preparar uma ação contra a tutela revelou à Lusa que ainda havia muitos casos de alunos que continuavam em casa: Num universo de 60 famÃlias, havia 15 ainda sem resposta.
São casos de crianças do pré-escolar ao secundário, de norte ao sul do paÃs, que os pais garantem ter feito a matricula dentro dos prazos legais, ou seja, antes de agosto.
O ministério diz que desde o encerramento do perÃodo de matrÃculas tem sido feito um acompanhamento permanente e diário das situações de alunos que carecem de colocação. Esta semana, foram colocados mais de 1300 alunos em escolas da região de Lisboa, segundo dados da tutela.
Outro dos problemas neste arranque de ano letivo é a falta de professores nas escolas, que Fernando Alexandre disse hoje estar a ser resolvido:
“Temos cerca de mil horários completos por preencher, a partir de amanhã vamos começar a colocar professores todos os dias”, afirmou o ministro, referindo-se ao novo mecanismo que permite a substituição diária de professores em falta.
Fernando Alexandre disse ainda que existem “11 mil professores disponÃveis para dar aulas que não estão colocados”, reconhecendo que o grande problema “é aquele desacerto entre o que os professores desejam e as necessidades” das escolas.
As estatÃsticas mostram que muitos destes docentes vivem no norte do paÃs e as necessidades estão concentradas em escolas situadas nas zonas de Lisboa e do Algarve, onde o preço do arrendamento torna incomportável a vida de um professor deslocado.
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