
Cascais, 04 jul (Lusa) — O Ministério Público pediu hoje uma pena de prisão “não inferior a seis anos” para o inspetor da Polícia Judiciária acusado de desviar 200.000 euros durante buscas a uma residência em Cascais, no âmbito do processo “Rota do Atlântico”.
Nas alegações finais, que decorreram hoje no Tribunal de Cascais, o procurador do Ministério Público (MP) sustentou que Emanuel Briosa “deve ser condenado”, sublinhando que essa pena “não deverá ser inferior a seis anos de prisão (penas acima de 5 anos são sempre efetivas)”, tendo dado como provado a maioria dos factos da acusação, que teve início numa denúncia anónima, após uma busca no decurso da operação “Rota do Atlântico”, em que José Veiga é um dos principais arguidos.
A defesa considerou, por seu lado, não haver provas para condenação, e defendeu que a confissões feitas pelo arguido, primeiro a uma colega da PJ, onde disse que se apoderou de 40.000 euros, e depois no primeiro interrogatório judicial, no qual confessou perante o juiz ter desviado 20.000 euros, foram obtidas de forma “ilegal e proibida”.
