
Beja, 05 jul (Lusa) – O Ministério Público remeteu para inquérito o caso do militar alcoolizado que terá atropelado mortalmente um homem em Beja e depois fugido, sendo suspeito do crime de homicÃdio por negligência, revelou hoje à agência Lusa fonte judicial.
O militar, de 34 anos e primeiro-sargento da Força Aérea Portuguesa (FAP), é também suspeito do crime de condução sob o efeito de álcool e vai aguardar julgamento sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência (TIR), indicou a mesma fonte.
Na passada sexta-feira, após ter saÃdo da Base Aérea n.º 11, o primeiro-sargento terá atropelado, com o veÃculo ligeiro de passageiros que conduzia, um homem, de 52 anos, que seguia de bicicleta, na estrada militar que liga a unidade da FAP ao Itinerário Principal 2, perto de Beja, disse à Lusa o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Beja da GNR, capitão Daniel Ferreira.
Após o acidente, que ocorreu cerca das 19:00, o militar terá fugido no veÃculo, mas, devido ao alerta dado à s autoridades, foi intercetado por uma patrulha da GNR, poucos quilómetros depois, na chamada rotunda da FAP perto de uma das entradas da cidade de Beja, contou o oficial.
O militar foi identificado e sujeito a um teste de alcoolemia, que acusou uma taxa crime de 1,7 gramas de álcool por litro de sangue, e detido pela GNR, disse Daniel Ferreira.
Segundo o capitão, por se tratar de um acidente com uma vÃtima mortal, também foi feita uma recolha de urina do militar destinada a exames toxicológicos para verificar a eventual existência de substâncias psicotrópicas no seu organismo.
O militar foi depois libertado pela GNR, sujeito à medida de coação de TIR, e notificado para comparecer na passada segunda-feira no Tribunal de Beja para prestar declarações, explicou o capitão.
No entanto, devido à greve de oficiais de justiça e funcionários judiciais, que começou na passada sexta-feira e terminou na terça-feira, o militar não prestou declarações na segunda-feira, indicou o oficial da GNR.
Segundo a fonte judicial, no âmbito do inquérito, o militar vai ser de novo notificado para prestar declarações.
Por outro lado, o chefe de relações públicas da Força Aérea, tenente-coronel Manuel da Costa, disse à Lusa que, “por estar envolvido um militar”, a FAP vai abrir um processo de inquérito para averiguar o que se passou”.
Segundo o tenente-coronel, o inquérito de averiguações da FAP vai decorrer em paralelo com o processo judicial e, de acordo com o averiguado e também com o provado e decidido em tribunal, “poderá dar origem ou não a um processo disciplinar” ao militar.
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja disse à Lusa que o alerta para o acidente foi dado às 18:55 de sexta-feira e foram mobilizados para o local dois operacionais e uma ambulância dos Bombeiros Voluntários e a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Beja e a GNR.
De acordo com a fonte do CDOS, o óbito da vÃtima foi declarado no local do acidente pelo médico da VMER e o corpo depois transportado para o Gabinete Médico-Legal e Forense do Baixo Alentejo, situado no hospital de Beja, para ser autopsiado.
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