
BrasÃlia, 11 jan 2023 (Lusa) – O Ministério Público do Brasil pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigasse três deputados por “incitamento a atos antidemocráticos” na sequência do ataque à s sedes dos três poderes em BrasÃlia no domingo.
Numa declaração oficial divulgada na quarta-feira, a procuradoria pediu ao STF para investigar André Fernandes e a militar indÃgena Silvia Waiãpi, deputados do Partido Liberal (PL), a mesma formação do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a também parlamentar Clarissa Tércio, do Partido Progressivo.
Segundo a petição, os três deputados são suspeitos de “incitamento a atos de violência e vandalismo” através de “publicações em redes sociais antes e durante as invasões”, o que poderia constituir o crime de “incitamento público ao crime”.
Para o Ministério Público, as alegadas ações dos congressistas foram uma “tentativa de abolir, com violência ou grave ameaça, o Estado de direito democrático, impedindo ou restringindo o exercÃcio dos poderes constitucionais”.
No domingo passado, milhares de apoiantes de Bolsonaro invadiram e vandalizaram a sede do Congresso, o palácio presidencial do Planalto e o STF, numa tentativa falhada de derrubar o atual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
Num outro ato, o Ministério Público também pediu ao STF para investigar o governador do Distrito Federal de BrasÃlia, Ibaneis Rocha, que foi afastado do cargo durante 90 dias, e o seu então secretário de segurança Anderson Torres, ex-ministro da justiça de Bolsonaro.
Torres, que foi destituÃdo do cargo pelo próprio Rocha no mesmo dia dos ataques, tem um mandado de captura para ele. O ex-ministro, que está de férias nos Estados Unidos, já disse que regressará ao paÃs para se entregar à s autoridades.
Torres era responsável pela segurança pública na capital brasileira no domingo passado, quando os atos antidemocráticos tiveram lugar.
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