
Sofia, 22 jul 2020 (Lusa) — Milhares de manifestantes exigiram hoje, pelo 14.º dia consecutivo, a demissão do governo populista conservador e do procurador-geral da Bulgária, acusados de corrupção.
A oposição social-democrata e os manifestantes acusam o primeiro-ministro, Boiko Borisov, e o controverso procurador-geral, Ivan Geshev, de relacionamento com estruturas mafiosas.
A causa dos protestos foi a divulgação de um vÃdeo, no inÃcio de julho, em que se veem guarda-costas do Serviço Nacional de Proteção a expulsarem um polÃtico oposicionista de uma praia pública, que é usada como praia privada por Ahmed Dogan, polÃtico e empresário milionário, sem qualquer cargo público.
O incidente levou o Presidente do paÃs, Rumen Radev, crÃtico do primeiro-ministro, a exigir a demissão do governo.
No dia seguinte à s crÃticas, o seu escritório foi alvo de buscas por parte da polÃcia, ordenadas por Geshev, e dois dos seus assessores foram detidos.
Borisov recusa demitir-se e, na terça-feira, ultrapassou uma moção de censura no parlamento. Mas, anunciou para quinta-feira uma remodelação do seu governo.
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