
Luanda, 01 jun 2020 (Lusa) — Mais de mil escolas de agricultores angolanos vão receber um fundo de 185 mil kwanzas cada (287 euros) para reforçar o desenvolvimento das ações produtivas e melhorar a comercialização de produtos e gestão financeira, anunciou a FAO.
O projeto, apoiado pela Organização de Nações Unidas para a Alimenação e Agricultura (FAO) e pelo Ministério da Agricultura e Pescas angolano, prevê a entrega de fundos a um total de 3.366 Escolas de Campo de Agricultores (ECA) compostas por 100.980 agricultores familiares, ao longo de 2020.
A entrega vai ser feita em três fases, sendo que a primeira arranca este mês com a entrega de 185 mil kwanzas a 1.097 novas ECA em três provÃncias: 471 no Huambo, 355 no Bié e 271 em Malanje.
Esta verba vai reforçar o fundo inicial de poupança de cada ECA para “dinamizar a organização e desenvolvimento das suas ações produtivas – por exemplo, para a aquisição de insumos agrÃcolas (sementes, adubos, ferramentas) e a sua capacidade organizativa para a comercialização de produtos e gestão financeira”.
O objetivo do Projeto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Comercialização (MOSAP II) é aumentar a produtividade, a produção e a comercialização da agricultura familiar, através da criação de 4.000 Escolas de Campo, em 70 comunas nas três provÃncias – Huambo, Bié e Malanje.
O objetivo é alcançar 142 mil agricultores familiares que deverão reforçar as suas capacidades para analisar sistemas de produção, identificar problemas, testar e adaptar possÃveis soluções e adotar boas práticas agrÃcolas e comerciais.
O MOSAP II conta com um orçamento de 7,8 milhões de dólares (7 milhões de euros) e tem a duração de cinco anos.
As Escolas de Campo foram introduzidas em Angola em 2005 pela FAO, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) do Ministério da Agricultura e outros parceiros internacionais.
A ECA é constituÃda por grupos de 30 camponeses de uma aldeia ou bairro, que se reúnem regularmente, a cada 7 ou 15 dias durante todo o ciclo de produção de uma cultura, para experimentar juntos, com a ajuda de um facilitador, novas opções de produção.
“Para permitir à ECA criar capacidade de agronegócio, o grupo organiza-se e inicia um processo de poupança comunitária e recebe reforço financeiro (Fundos ECAs de Reforço) como estÃmulo económico do trabalho coletivo”, explica a FAO no comunicado.
Â
RCR // JH
Lusa/fim



