
Lisboa, 10 out (Lusa) – O antigo diretor-geral de Energia Miguel Barreto garantiu hoje no parlamento que não favoreceu “nenhum interesse particular, apenas o Estado português”, rejeitando a “ideia errada” de que deu a central de Sines à EDP.
Na sua intervenção inicial na comissão parlamentar de inquérito à s rendas excessivas dos produtores de eletricidade, Miguel Barreto começou por esclarecer que, em audições anteriores, lhe foram atribuÃdos “atos” que põem em causa o seu bom nome, como “a ideia errada de que o diretor-geral deu a central de Sines à EDP, ainda por cima, de graça”.
“Não foi o diretor-geral que decidiu dar a licença sem prazo à EDP, decorria da lei. Também é falso que o diretor-geral de energia tenha dado a central [de Sines] à EDP. Finalmente se não deu também não podia cobrar e é descabido dizer que foi oferecido à EDP o que já era seu desde, pelo menos, 1996”, declarou.
Miguel Barreto sublinhou que “as três questões que têm sido levantadas sobre a central de Sines são infundadas”, realçando que, enquanto diretor-geral (2004-2008), “apenas cumpriu a lei”.
“Não favoreci nenhum interesse particular, apenas o Estado português”, declarou.
JNM // MSF
Lusa/Fim



