MEXIA ACREDITA QUE NOVA ETAPA NA INVESTIGAÇÃO TEM A VER COM RISCO DE PRESCRIÇÃO

LusaLisboa, 06 jun (Lusa) – O presidente da EDP, António Mexia, acredita que a investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) a contratos da empresa, em que é arguido, estará relacionada com “algum risco de caducidade ou de prescrição” do processo.

Em conferência de imprensa, em Lisboa, António Mexia considerou “importante que este processo tenha o mesmo destino que teve em Bruxelas, ou seja, o seu arquivamento”, realçando que esse arquivamento pela Comissão Europeia não teve a ver com “uma questão de tempo”, isto é, os factos foram investigados e concluiu-se que “não houve nenhum benefício para a EDP, não houve ajudas de Estado”.

Questionado sobre a razão para a investigação do Ministério Público ter agora resultado em buscas – na REN, na EDP e na Boston Consulting Group – e constituição de quatro arguidos (António Mexia e Manso Neto, da EDP; João Faria Conceição e Pedro Furtado, da REN), o presidente da EDP disse que estará relacionado com “risco de caducidade ou de prescrição do processo” que investiga a cessação dos Contratos de Aquisição de Energia (CAE) e transição para o regime de Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).