
Praia, 28 jun 2024 (Lusa) — Meteorologistas americanos estão em alerta com as “temperaturas recordes” registadas este ano à superfÃcie do Atlântico, a sul de Cabo Verde, porque podem originar furacões mais cedo que o normal.
“As temperaturas recordes à superfÃcie do Atlântico podem alimentar uma ou duas tempestades do tipo Cabo Verde na próxima semana”, lê-se no portal sobre o clima ligado à Universidade de Yale, nos EUA.
Estes sistemas de baixas pressões têm o nome do arquipélago lusófono por nascerem perto dele, mas o impacto sente-se nas caraÃbas e américas, depois de se transformarem em furacões, ao atravessarem o Atlântico em direção a oeste, entre agosto e setembro.
Desta vez, a variação nos termómetros fez com que alguns modelos de previsão meteorológica disparassem o alerta para uma possÃvel formação ciclónica já na próxima semana, lê-se no Yale Climate Connections.
“A temperatura da superfÃcie do mar está perto de um recorde, cerca de 28 graus centÃgrados”, calor que fornece ainda mais energia ascendente (baixa pressão) à s correntes de ar quente (ondas tropicais) oriundas do interior do continente africano.
Nos últimos anos, o estudo do mar e atmosfera tem permitido a Cabo Verde contribuir para investigações sobre as mudanças climáticas e avaliar a influência na origem de furacões — por exemplo, através do Centro de Investigação Oceanográfica do Mindelo (Ocean Science Center Mindelo – OSCM), na ilha de São Vicente.
As autoridades cabo-verdianas divulgaram há uma semana a previsão sazonal, apontando para chuvas “acima do normal” entre julho e setembro e uma “boa campanha agrÃcola”, mas alertando para tempestades (na origem de depressões) que podem atingir o arquipélago até outubro.
LFO/RIPE // MLL
Lusa/Fim



