
Investigadores médicos da Universidade de Calgary descobriram que a disautonomia, um grupo de doenças que afetam as funções corporais autonómicas, é frequentemente diagnosticada em doentes com Covid-19 de longa duração. A doença, que afeta o ritmo cardÃaco, a função da bexiga e a transpiração, ganhou atenção durante o Mês de Sensibilização para a Disautonomia, organizado pela Dysautonomia International.
Satish Raj, cardiologista da Universidade de Calgary, revelou que até 30% dos doentes com Covid-19 de longa duração preenchem os critérios para POTS, uma forma de disautonomia denominada sÃndrome de taquicardia postural ortostática. Raj também observou a facilidade com que os sintomas podem ser ignorados.
Com a necessidade de um melhor diagnóstico e tratamento, os grupos de defesa estão a fazer pressão para aumentar a sensibilização e o financiamento da investigação para apoiar as pessoas afetadas. A ‘Dysautonomia International’ incentiva o público a partilhar informações, a participar em eventos e a usar lenços turquesa durante o mês de outubro para apoiar os doentes que lutam contra as doenças autonómicas.
Para além da sensibilização, a ‘Dysautonomia International’ salienta a importância de garantir o apoio do governo e dos investidores para financiar a investigação destas doenças frequentemente negligenciadas. Apesar da subtileza de sintomas como tonturas e náuseas, a disautonomia pode ser debilitante, sendo que alguns doentes necessitam de cadeiras de rodas ou não podem trabalhar. O grupo de defesa tem esperança de que, com mais atenção, o diagnóstico precoce e melhores opções de tratamento se tornem disponÃveis para ajudar milhões de pessoas que sofrem de perturbações autonómicas.



