
Praia, 27 nov 2019 (Lusa) – Metade dos cem estrangeiros fiscalizados numa megaoperação policial em todo o território cabo-verdiano, que envolveu mais de 300 agentes, foram detetados em situação irregular, segundo um relatório divulgado hoje pela PolÃcia Nacional.
A megaoperação, envolvendo as várias forças da PolÃcia Nacional, foi desenvolvida durante a manhã de 21 de novembro, com o objetivo de “transmitir uma maior tranquilidade e segurança pública aos cidadãos e seus bens”, lê-se no mesmo relatório.
A polÃcia mobilizou para esta operação 322 elementos e 234 viaturas, tendo detido 28 cidadãos cabo-verdianos e apreendido vário material, nomeadamente droga.
Em apenas uma manhã foram fiscalizadas 910 viaturas e apreendidas mais de 30.
Já os agentes da Direção de Estrangeiros e Fronteiras, da PolÃcia Nacional, fiscalizaram 102 cidadãos estrangeiros, dos quais 51 estavam em situação irregular em Cabo Verde. Destes, 15 foram mesmo detidos pelos agentes policiais.
A Guarda Fiscal realizou 251 fiscalizações, em estabelecimentos e viaturas comerciais, enquanto a PolÃcia MarÃtima detetou mais de duas dezenas de tripulantes ou pescadores em situação irregular ao fiscalizar, no mesmo perÃodo, 35 embarcações.
Cabo Verde, nomeadamente a ilha de Santiago, vive um perÃodo conturbado de insegurança, com vários crimes violentos, como homicÃdios e roubos com recurso a armas de fogo.
Já este mês, após uma reunião com responsáveis pela segurança interna do paÃs, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, anunciou 14 medidas para combater a criminalidade urbana, entre elas a revisão da lei das armas e o agravamento de penas em caso de reincidência criminal.
Na terça-feira, o diretor nacional da PolÃcia Nacional de Cabo Verde afirmou que aquela força policial, em conjunto com os restantes parceiros e autoridades, está a “implementar as medidas” definidas, para “devolver a tranquilidade aos cidadãos”.
“A população deverá continuar a confiar na PolÃcia Nacional porque é o que sabemos fazer: Garantir a segurança dos cidadãos”, disse o superintedente-geral Emanuel Moreno.
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