
Lisboa, 27 mai 2021 (Lusa) — O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, frisou hoje que a paz no Médio Oriente não pode depender de cessar-fogos, mas de negociações polÃticas que permitam alcançar a solução de dois Estados, um israelita e outro palestiniano.
“O cessar-fogo [entre Israel e o Hamas] está a funcionar, esperemos que perdure, mas não podemos depender de [um ciclo de] cessar-fogo, violência, cessar-fogo. A segurança não é paz e a paz não virá por milagre”, sublinhou o Alto Representante da UE para a PolÃtica Externa em conferência de imprensa após o conselho informal de ministros dos Negócios Estrangeiros (Gymnich), em Lisboa.
“A paz virá por negociações polÃticas e não há muitas opções”, frisou, apontando que a solução de dois Estados, israelita e palestiniano, é “a única” que permite a “convivência pacÃfica”.
Josep Borrell insistiu que “o’status quo’ não é viável, como a nova vaga de violência voltou a demonstrar”.
“Nunca estivemos tão longe da solução de dois Estados”, disse, defendendo a necessidade de a “continuar a pôr em cima da mesa das negociações”.
O Alto Representante admitiu, por outro lado, que os oito milhões de euros mobilizados por Bruxelas para apoio à s vÃtimas da recente violência em Gaza “evidentemente não são suficientes”.
“Muito mais será preciso”, disse, mas “a comunidade internacional, em particular a UE, não pode continuar a reconstruir indefinidamente [a Faixa de Gaza], a cada três anos, cada vez que surge uma onda de violência”.
É necessário, insistiu, “relançar o processo de paz” no Médio Oriente, restaurando-o “de uma forma credÃvel para israelitas e palestinianos”.
Para que isso seja uma realidade, é preciso “um forte envolvimento” de “parceiros internacionais e regionais chave”, como a Jordânia, cujo ministro dos Negócios Estrangeiros, Ayman al-Safadi, participou como convidado na reunião ministerial de hoje.
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