
Caminha, Viana do Castelo, 02 abr 2026 (Lusa) — As obras de 27 milhões de euros da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para “ações imediatas e emergentes” após as tempestades do inverno estão a realizar-se “dentro do calendário”, garantiu o presidente daquela entidade.
“Estamos a cumprir o calendário que tÃnhamos proposto para as ações imediatas, orçadas em 27 milhões de euros. Isto só para ações urgentes e imediatas, decorrentes dos danos causados pelas tempestades que provocaram muitos danos na nossa orla costeira”, afirmou Pimenta Machado aos jornalistas, num fim de uma visita à obra no paredão de Moledo, em Caminha, distrito de Viana do Castelo.
O responsável observou que “mais de 20%” da faixa costeira do paÃs, com cerca de mil quilómetros, “está em processo erosivo com ameaça de perda de território”.
Após um ano “muito exigente” devido à s tempestades, as obras de curto prazo decorrem um pouco por todo o paÃs, nomeadamente em Esposende, Espinho e Ovar, “o concelho mais afetado”.
Hoje, começou “a maior operação de alimentação de areia do Algarve”, entre Quarteira e o Garrão.
Também no Algarve começou hoje a obra na praia de Forte Novo, que “foi muito danificada”.
Até ao fim de abril a APA quer avançar com a alimentação de areia na Costa da Caparica, “uma grande operação também, muito importante”.
“Está adjudicado, o concurso está concluÃdo e agora estamos na parte processual”, disse Pimenta Machado.
Nas praias de Mafra afetadas, referiu, “a obra está adjudicada” e o responsável espera começar a empreitada “dentro de 15 dias”.
“Temos um conjunto de empreitadas por todo o paÃs, será um ano de grande exigência para nós”, frisou o presidente da APA.
Portugal continental foi atingindo por um comboio de tempestades, entre o final de janeiro e o inÃcio de fevereiro, que deixou um rasto de destruição, sobretudo na região Centro do paÃs.
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