
Évora, 02 mar 2026 (Lusa) — Os 14 municÃpios do Alentejo Central registam prejuÃzos causados pelo mau tempo no valor de pelo menos 26 milhões de euros, estando ainda em curso o levantamento dos danos em infraestruturas municipais da região, foi hoje revelado.
Em comunicado, a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), que agrega os 14 municÃpios do distrito de Évora, indicou que as autarquias enfrentam “prejuÃzos que ascendem já a mais de 26 milhões de euros, não estando ainda fechado” o apuramento.
Segundo a comunidade intermunicipal, o montante até agora apurado foi apresentado esta tarde pelo presidente da CIMAC, Carlos Zorrinho, na reunião do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.
A reunião, assinalou a CIMAC, contou com a participação dos ministros da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, da Educação, Fernando Alexandre, e do novo presidente da CCDR do Alentejo, Ricardo Pinheiro.
“Face à dimensão dos danos, foi solicitado o acesso a mecanismos de apoio adequados à s circunstâncias, garantindo uma resposta justa e coerente com os princÃpios da coesão territorial”, lê-se no comunicado.
Contactado pela Lusa, o presidente da CIMAC realçou que as intempéries de final de janeiro e inÃcio de fevereiro causaram danos “em muitas infraestruturas, em particular municipais, como escolas, estradas e centros de saúde”.
Carlos Zorrinho, também presidente da Câmara de Évora, revelou que a comunidade intermunicipal decidiu fazer um levantamento dos estragos, cujos resultados provisórios foram apresentados esta tarde na reunião do Conselho Regional.
“É provisório porque ainda há levantamentos que estão a ser feitos, ainda pode haver autarquias que possam ainda mandar mais informação”, acrescentou, referindo que este apuramento será também apresentado numa reunião da Associação Nacional de MunicÃpios Portugueses (ANMP), na quarta-feira.
Lembrando o apelo que a CIMAC fez ao Governo para que houvesse um mecanismo de apoio às autarquias, Carlos Zorrinho disse ainda que falou hoje com o ministro da Economia e da Coesão Territorial sobre o assunto.
“Aquilo que o ministro nos disse foi para remetermos para o Governo e também para a CCDR” o levantamento dos prejuÃzos e “é isso que vamos fazer”, acrescentou.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
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