Mau tempo: MAAT, Padrão dos Descobrimentos e Castelo de S. Jorge encerrados

Lisboa, 07 fev 2026 (Lusa) – O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), o Padrão dos Descobrimentos e o Castelo de S. Jorge, em Lisboa, estão hoje encerrados, devido à passagem da depressão Marta, anunciaram os diferentes equipamentos.

O Centro Cultural de Belém anunciou o cancelamento do Mercado de fevereiro, que costuma realizar-se ao ar livre, marcado para domingo.

Todas as outras valências, de acordo com fonte do CCB, mantêm-se em funcionamento, como o Museu de Arte Contemporânea (MAC/CCB), a Fábrica das Artes e o centro de espetáculos, que no domingo acolhe “A História do Soldado”, de Stravinsky, pela Orquestra das Beiras.

O MAAT, que na sexta-feira esteve encerrado por causa das condições meteorológicas, renovou hoje a decisão, ainda sem data de reabertura, segundo fonte do museu, em declarações à Lusa. O objetivo, garantiu, é reabrir portas “logo que possivel”.

Para já, os responsáveis ficam atentos “às indicações das autoridades competentes e às alterações climáticas” e, “logo que se reúnam as condições”, o museu será reaberto.

Este equipamento da Fundação EDP, localizado à beira Tejo, tinha anunciada, para esta tarde, uma conversa entre o seu diretor artístico, João Pinharanda, e o arquiteto Ricardo Carvalho, centrada na exposição “Detour”, de Pedro Casqueiro, que foi cancelada.

Na vizinhança do MAAT, também o Padrão dos Descobrimentos se encontra encerrado hoje, por decisão da empresa municipal de gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC/Lisboa Cultura), “devido às condições atmosféricas adversas previstas”, enquanto o Castelo de São Jorge foi encerrado “por razões de segurança”.

O Castelo de S. Jorge é um dos monumentos sinalizados pelo Património Cultural – Instituto Público a carecer de intervenção por causa da queda de árvores durante a passagem da depressão Kristin.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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