
Maputo, 17 out 2023 (Lusa) – Mais de 32.000 casas e empresas de vários distritos das provÃncias da Zambézia, Sofala, Manica e Tete, centro de Moçambique, estão sem eletricidade, consequência da chuva e vento forte que se faz sentir, segundo a elétrica estatal.
De acordo com fonte da Eletricidade de Moçambique (EDM), o mau tempo que se faz sentir em alguns pontos do centro do paÃs provocou a queda de cinco postes de média tensão, levando à interrupção no fornecimento de energia a 32.703 clientes nos distritos de Morrumbala, Derre, Mopeia, Luabo, Inhassunge, Chinde, na provÃncia da Zambézia, Inhaminga, Chemba, Caia e posto administrativo de Chupanga, na provÃncia de Sofala, Tambara, na provÃncia de Manica, e Mutarara, em Tete.
“Equipas técnicas da EDM foram mobilizadas para o terreno, visando o restabelecimento do fornecimento normal de energia elétrica aos locais afetados. No entanto, a ocorrência de chuvas está a condicionar a realização dos trabalhos”, reconhece a elétrica estatal moçambicana.
A empresa operava no final do ano passado uma rede de distribuição em média tensão de 22.992 quilómetros e uma rede de transporte de 6.355 quilómetros com 15.906 torres.
Segundo a EDM, dos 416 postos administrativos do paÃs, 318 estão ligados à Rede Elétrica Nacional, o que representa uma taxa de cobertura de 76% ao nÃvel do território.
A Lusa noticiou em setembro que só os ciclones que afetaram Moçambique em 2022 custaram à EDM mais de 23,8 milhões de dólares (22 milhões de euros), segundo dados da elétrica estatal.
De acordo com a contabilização final feita pela EDM, a rede elétrica moçambicana registou “danos avultados” em 2022, traduzidos na queda de postes de energia de média e baixa tensão, provocando a indisponibilidade de energia no sistema que “afetou cerca de 300.000 clientes”.
Somando os prejuÃzos nas infraestruturas à redução de cobranças, a EDM contabilizou um prejuÃzo diretamente associado aos impactos dos ciclones em 2022 de 23.852.265 dólares.
Em causa os efeitos, primeiro, da tempestade Ana, que atingiu as provÃncias de Nampula, Zambézia, Tete, Niassa, Sofala e Manica, em janeiro do ano passado, afetando cerca de 120.000 pessoas e provocando 10.814 deslocados. A tempestade, além dos efeitos na rede elétrica, destruiu 23.400 casas, oito pontes, 13 unidades sanitárias e 543 salas de aula de 249 escolas.
Seguiu-se, em março, o ciclone tropical Gombe, que atingiu as provÃncias de Nampula, Zambézia e Sofala, com rajadas de vento que chegaram a 230 quilómetros por hora, afetando 736.015 pessoas e provocando 7.086 deslocados, além de 78.635 casas, oito pontes destruÃdas, entre outros graves impactos.
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