
Carnaxide, Oeiras, 11 fev 2026 (Lusa) — O comandante nacional da Proteção Civil disse hoje que a situação “mais preocupante” é na zona de Coimbra devido ao “risco significativo” de rutura de um dos diques do Mondego e alertou para a continuação de cheias e derrocadas.
“A situação mais preocupante neste momento é no Mondego devido ao risco significativo de poder existir alguma rutura num dos diques. São 30 quilómetros de diques, desde a zona de Coimbra até à Figueira da Foz”, disse Mário Silvestre, na conferência de imprensa diária para fazer um ponto de situação das cheias no paÃs realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O comandante da ANEPC explicou que as pessoas que moram naquela zona foram “previamente alertadas”, tendo existido um trabalho de planeamento, e as zonas de concentração e acolhimento da população “já estão montadas e preparadas para receber essas pessoas”.
“Neste momento há um trabalho em curso”, afirmou, avançando que foi dada prioridade à s pessoas idosas, tendo sido evacuados em primeiro lugar os lares de terceira idade que estavam naquela zona.
Mário Silvestre alertou para a continuação de cheias nos próximos dias, situação que se deve “não à precipitação em si, mas pelo impacto que tem nos cursos de água e nas barragens”.
“[Importa] alertar as populações que os fenómenos meteorológicos que estamos a viver não passaram, eles são persistentes, têm um impacto muito significativo na vida e na normalidade das pessoas, sobretudo das pessoas que vivem nas zonas ribeirinhas”, disse.
O comandante nacional avançou que a chuva deverá terminar no fim de semana, mas muitas zonas vão continuar “sob uma pressão elevada por causa do volume de armazenamento de água nas barragens e por causa da água que vai continuar a chegar aos diversos rios e ribeiros do paÃs”.
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