
Viseu, 03 jan 2026 (Lusa) — O candidato presidencial Marques Mendes pediu hoje cautela aos que se pronunciam no espaço público sobre a situação da Venezuela e, sem classificar a intervenção dos Estados Unidos, defendeu que só os venezuelanos poderão decidir o seu futuro.
Numa sessão de esclarecimento no Instituto Politécnico de Viseu, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP voltou a pedir uma especial atenção à comunidade portuguesa que vive neste paÃs e deixou um apelo ao Presidente da República e ao Governo.
“Há que ter uma particular atenção com a defesa e segurança dos portugueses e apelo aos vários órgãos de soberania, em especial ao Presidente da República e ao Governo, que tenham atenção a esta matéria porque as comunidades portuguesas na Venezuela são tão portugueses como os melhores em Portugal”, defendeu.
Mendes pediu, também devido a esta comunidade, que haja prudência, cautela e cuidado a todos os que se pronunciam no espaço público, considerando que tudo o que está a acontecer na Venezuela é ainda muito incerto, “cheio de dúvidas, com mais perguntas do que respostas”.
“Concorde-se ou discorde-se da intervenção dos Estados Unidos da América, concorde-se ou não que há aqui desrespeito do direito internacional, há uma coisa que é indiscutÃvel: o futuro dos venezuelanos tem de ser decidido pelos venezuelanos em liberdade, em democracia, sem limitações e sem condicionamentos”, afirmou.
Os Estados Unidos lançaram hoje “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, para capturar e julgar o lÃder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o paÃs até se concluir uma transição de poder.
O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas, não sendo ainda claro quem vai dirigir o paÃs após a queda de Maduro, e admitiu uma segunda ofensiva contra o paÃs se for necessário.
O Governo venezuelano denunciou a “gravÃssima agressão militar” dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.
A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou a sua “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região.
Â
SMA (NS) // PC
Lusa/fim



