
Lisboa, 27 ago 2023 (Lusa) — O ex-presidente do PSD LuÃs Marques Mendes admitiu hoje uma candidatura presidencial “se houver utilidade para o paÃs” e “um mÃnimo de condições para avançar”, rejeitando ter qualquer decisão neste momento ou acordo com o lÃder social-democrata.
No seu comentário televisivo na SIC, Mendes foi questionado sobre o significado polÃtico da sua presença na Festa do Pontal, a rentrée do PSD a meio de agosto no Algarve, e se tal estaria relacionado com um eventual acordo para um apoio de LuÃs Montenegro a uma candidatura sua a Belém.
“Nunca na minha vida falei com LuÃs Montenegro sobre eleições presidenciais, não há nada a falar, não há qualquer acordo”, assegurou Marques Mendes, dizendo que, neste momento, “não há nem decisão nem sequer inclinação”.
No entanto, o antigo presidente do PSD quis acrescentar as condições para tomar ou não essa decisão no futuro.
“Se eu um dia achar que com uma candidatura à Presidência da República posso ser útil ao paÃs — é isso que conta -, se vir que tem alguma utilidade para o paÃs uma candidatura minha e um mÃnimo de condições para se concretizar, sou franco, tomarei essa decisão, independentemente de acordo ou não acordo”, afirmou.
O antigo lÃder parlamentar frisou que se trata de “uma decisão livre, pessoal e individual”.
“Insisto: se houver utilidade para o paÃs e um mÃnimo de condições, se não houver estes requisitos não haverá decisão nenhuma e também está tudo bem”, disse, considerando que “é uma decisão muito pesada” e salientando faltar “uma eternidade” para as presidenciais de janeiro de 2026.
LuÃs Marques Mendes, 65 anos, é advogado e comentador televisivo, foi ministro Adjunto de Cavaco Silva e ministro dos Assuntos Parlamentares no Governo de Durão Barroso.
Foi eleito presidente do PSD em abril de 2005, reeleito nas diretas que introduziu no partido em 2006 e sucedido em 2007 por LuÃs Filipe Menezes.
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